Neo Tokyo
É com todo o prazer que damos as Boas Vindas a Neo Tokyo!

O fórum se passa em um mundo futurístico, cyberpunk, onde as grandes corporações e as máfias dominam todo o giro de capital.
Desde os altos arranha-céus da Cidade Alta até as ruas sujas e cheias de mendigos e doentes do Distrito 8, o mundo é dominado pelas modificações corporais e pelos implantes de aumento de habilidade, ou AUGS.

Desenvolva sei personagem, com suas habilidades e fraquezas e escolha seu local de moradia de acordo com seu passado e presente, e acima de tudo: divirtam-se!

Rastro da Tirania

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Rastro da Tirania

Mensagem por Lennart Requiem em Sex Jan 19, 2018 2:09 pm

Soundtrack 1:


 
Devido a sua condição rara, a de ter múltiplas personalidades, Nymeria Lindberg decidira que estava em seu melhor interesse dar um dia de folga para Lennart, assim ele poderia dar um tempo para suas outras personalidades agirem e tomarem conta do corpo. Porém, como tudo na vida dele, isso acabou saindo pela culatra. Ele não estava no Vortex Club para proteger Nymeria e Edrik, e graças á isso o herdeiro de Vlad tivera sua perna perfurada.


É claro, isso não tinha como ser culpa de nenhum dos envolvidos, mas o dia que Vladimir Lindberg começasse a se importar com esses detalhes, certamente haveria um meteoro vindo para anunciar o fim do mundo.  Não havia muito a fazer agora, a não ser seguir as ordens que lhe foram dadas.


Sentado, dentro de um caminhão utilizado pelo Inverno Soviético, estava Lennart. Ou, melhor dizendo, Natasha. O grupo de ataque dos Lindbergs havia conseguido encontrar três locais onde os membros dos Tyrants que estavam situados em Neo Tokyo se escondiam. Cabia a Lennart entrar nesses locais e eliminar todos os inimigos, assim como recuperar qualquer tipo de informação. Se ele morresse, o Inverno Soviético entrava e terminava o que ele começara.


Natasha era, de longe, a personalidade mais violenta de Lennart. Um dia, quando Ivan perguntara para ela como seria sua aparência se não fosse uma personalidade de Lennart, ela se descrevera. Cabelos da cor do sangue que costumava fazer jorrar, presos em um rabo de cavalo. Tatuagens nos dois braços e um rosto que seria bonito, não fossem as várias cicatrizes nele.


Não era nenhuma surpresa que ela se dava bem com o brutal grupo de Ivan, ela era igualmente, se não mais, violenta e adorava utilizar da brutalidade para eliminar seus inimigos. Era como a irmã mais nova e explosiva do grupo, sempre buscando alguma garrafa de vodka ou algum rosto para socar.
O veículo parou a uma determinada distância do local, um armazém que fora utilizado por uma empresa já falida para guardar equipamentos. Certamente haveriam incontáveis Tyrants lá dentro, todos com o dedo do gatilho coçando.

- Natasha – Chamou Ivan, o enorme líder do Inverno Soviético. Seu olho esquerdo era cego, ele falara que o perdera em uma luta contra um urso, luta que afirmava ganhar. Era completamente careca e possuía uma enorme barba castanha. – Tome cuidado lá dentro, nossos radares e detectores de calor afirmam pelo menos uns trinta inimigos.

- Quanto mais, melhor – Era uma visão diferente, ver o sempre confiante, arrogante e sedutor Lennart agir amigavelmente com Ivan, que o odiava com todas as forças que tinha. Ela até mesmo sorria para Ivan, que sorria de volta – Onde está a minha belezinha?

Por belezinha, ela se referia a sua AK-47. Na verdade, aquilo não era uma AK-47. Elas, apesar de continuarem sendo populares, já eram obsoletas em 2518. Quem as possuía, certamente era só pela estética que a arma possuía. Natasha fizera questão de ter seu fuzil de assalto modificado para ficar igual a arma de origem russa.


Sergei passou o fuzil junto das munições para Natasha, que o segurava com tanto carinho que era como se a arma fosse uma garrafa de vodka. Ela deu um rápido cafuné em Sergei e acenou para Bóris, que estava na frente dirigindo. Parou na frente de Jacket e o cumprimentou como quem cumprimenta um antigo amigo. Se antes Bóris era o mistério do grupo, sem ninguém saber de onde viera, Jacket o substituíra. Nem mesmo o rosto dele o Inverno Soviético via, sempre escondido por uma máscara de galo. Porém, em nível de crueldade, apenas Natasha ficava atrás dele.


Soundtrack 2:


Desceu do caminhão e colocou a arma em cima do ombro, caminhando tranquilamente até os portões. A rua era escura e estava mal iluminada, com tudo isso se passando na parte mais precária da Cidade Baixa, que por si só já era um ícone da pobreza. O portão estava apenas encostado e foi aberto com um chute.


Haviam dois guardas ali, voltando de sua ronda. Antes mesmo que pudessem levar suas mãos para os rifles que estavam casualmente largados ao lado de seus corpos, cinco disparos diretos, três para um e dois para outro,  colocaram os cadáveres no chão. Sim, cadáveres. Pois era isso que todos que estavam naquele local eram. Cadáveres que não sabiam que já estavam mortos.


O disparo foi estrondoso, como um verdadeiro trovão no meio de um mar calmo. Isso certamente teria alertado os outros que estavam dentro do galpão, quiçá até mesmo alguns guardas que ainda estavam do lado de fora. Mas não era como se isso importasse para Natasha. Ela gostava do perigo, dançava com ele frequentemente. E quanto mais, melhor.


Os enormes portões se abriram com um barulho metálico, certamente estavam prestes a estragar, de estarem tanto tempo sem uso. Natasha escondeu-se atrás de algumas caixas metálicas que haviam no local. Ela podia até mesmo casar-se com a ameaça, mas não era tola o suficiente para ficar na frente de uma chuva de projéteis. E foi exatamente isso que bateu contra as caixas nas quais ela se protegia. Tantas balas atingiam aquela superfície metálica que era impossível saber quantos estavam atirando.


Conforme metal atingia metal, um som ensurdecedor era formado, que para Natasha nada mais era do que música, uma bela música a qual ela adorava ouvir repetidamente. Um deles gritou algo, em inglês. Natasha não era como Lennart, um verdadeiro poliglota, mas sabia inglês, russo e japonês. O suficiente para saber que o que estava vindo em sua direção era uma granada.


Ela subiu em cima de uma das caixas e saltou para frente, chutando a granada no ar, com sua perna metálica. Como uma bola de futebol, aquela granada foi lançada para frente, diretamente contra os cinco inimigos que atiravam contra ela. Um foi atingido na barriga pelo explosivo, fazendo com que perdesse ar e cambaleasse para trás. Outros dois, apavorados, acabaram por se trombarem ao tentar fugir.


Se havia algo que Natasha amava mais que o barulho de tiros, era o som de uma explosão. Entulhos voaram para todos os lados, assim como pedaços de arma e de corpos. Os outros dois, que conseguiram escapar por pouco, tampavam seus ouvidos com as mãos, pois não os cobriram no momento certo e agora estavam com um apito constante, acabando com sua audição. Uma bala para cada um.


Já haviam sete inimigos mortos, conforme Natasha avançava para dentro do galpão, passando por cima dos corpos destroçados e em pedaços. Do lado de dentro, mais e mais caixas metálicas estendiam-se até onde a visão de Natasha alcançava. E o restante dos inimigos estava lá dentro, esperando-a para mata-la. O que não aconteceu.


Natasha deslizou pelo chão, escorando-se na superfície metálica que fazia a sua cobertura, enquanto mais disparos ocorriam. Ficar ali levaria a uma morte certa, logo ela apenas deslizou para o lado, utilizando outras caixas como cobertura. Seus inimigos continuavam a atirar aonde ela estivera antes.
Mas essa sorte não durou por muito tempo, conforme um deles tentava flanqueá-la.  Natasha acertou a cabeça dele com seu fuzil e em seguida atirou no peito dele, a queima roupa. O cheiro de carne queimada, misturado com o de pólvora subiu, fazendo com que ela inspirasse e sorrisse. Agora sua nova posição fora denunciada para os outros inimigos, o que pouco importava.


Ela continuou a avançar, por trás de um paredão de caixas, atirando contra dois homens que apareceram mais para frente. Foram necessários três disparos para se livrar deles, mas por fim eles também foram ao chão. Rolando pelo chão, ela escondeu-se atrás de mais uma caixa. Deveria estar mais ou menos no meio do local, mas era difícil dizer quando não se podia olhar, pois isso significaria um disparo contra a cabeça dela. Mais acima, em passarelas, um inimigo disparou contra Natasha, seus tiros passando a milímetros do rosto dela. A garota disparou uma vez em resposta, atingindo o estômago do homem e fazendo ele cair lá de cima.


Eles gritavam ainda mais. '' Fiquem juntos ''. Natasha sorriu e olhou rapidamente, fazendo uma conta de quantos inimigos haviam ali, avançando em conjunto para cima dela. Era um plano feito mais para assustá-la do que qualquer outra coisa. Como viram que ela não possuía granadas e que não havia corpos perto o suficiente para ela pegar uma, ela poderia até mesmo levantar e disparar sem olhar, mas apenas alguns cairiam e o resto a eliminaria.


E é por isso que você nunca subestima a Natasha. Ela ergueu-se e disparou. Dezenove disparos no total. Dezoito corpos indo contra o chão. Faltava um. E antes que ela pudesse carregar, uma dor destrutiva espalhou-se por suas costas, conforme ela era jogada para frente, batendo seu rosto contra o chão.
Ela ergueu-se. Sangue, havia muito sangue. Um ferimento interno, talvez? Ou fosse dos seus lábios cortados, ou até mesmo de seu nariz, o qual ela suspeitava estar quebrado.  De qualquer jeito, levantou-se e virou-se para ver quem era a pessoa que assinara seu atestado de óbito.


Conforme o gosto metálico que o sangue possuía invadia sua boca, ela podia notar que o chão estava ganhando pequenos pontos vermelhos. O homem que a atingira era grande, realmente grande. Possuía AUGS nas pernas e nos braços. Cabelo raspado, estilo militar e vestia-se com roupas dignas de um oficial.

- Você, seu filho de uma puta, acha mesmo que pode entrar aqui e – O homem foi interrompido.

- Cala a boca e vem pra cima – Falou Natasha, limpando o sangue de seu rosto com as costas de sua mão direita – Como é que vocês americanos dizem? Tempo é dinheiro.

O homem avançou, tentando desferir um cruzado no rosto de Natasha, que esquivou-se. Ela era ágil, muito ágil. Segurou o braço do homem e jogou-o por cima de si, fazendo com que ele estatelasse as costas no chão. Em seguida ela pisoteou o meio das pernas dele. Barulho de metal atingindo metal.

- Por favor, me diga que isso é um protetor que você está convenientemente usando – Ela falou, mordendo seu lábio inferior, em uma tentativa de segurar a risada.


Silêncio da parte do inimigo. Risadas da parte de Natasha. De certa forma doía rir, porém ela simplesmente não conseguia evitar. Ela abraçava sua barriga e recuava para trás, em passos pequenos, conforme o homem levantava-se, claramente irritado e insultado.

- Ivan, Ivan! – Chamou Natasha no commlink¹ – Você não vai acreditar!

Antes que pudesse contar o motivo de suas risadas, o homem sacou um revólver, o qual Natasha tentou chutar para fora da mão dele, mas isso não aconteceu, conforme a arma disparava contra o teto. Ela recuou, saltando para trás das caixas de antes. Ela pode escutar um bipe. Granada ativada. Ela segurou sua AK-47 como se fosse um taco e saltou em cima da caixa, conforme ele jogava o explosivo contra ela.

- Bets ombro! – Ela gritou, invocando a memória daquela antiga brincadeira de criança. Ela atingiu o explosivo conforme ele estava no ar e ele voltou, diretamente para o meio das pernas do homem. Se Natasha quisera fazer isso ou não, não tinha como saber. Mas o som de metal batendo contra metal foi escutado. A explosão fez com que ela perdesse o equilíbrio, caindo de costas no chão, mas rindo durante todo o processo – Tudo limpo aqui dentro.


Soundtrack 3:


Agora, Sergei e Ivan adentravam o local, contemplando o rastro de destruição que Natasha deixara conforme invadira. Ivan jogou para ela uma injeção de nano-robôs, que foi rapidamente aplicada. Sergei, por sua vez, ajoelhou-se na frente de Natasha, que agora estava sentada no chão, e começou a analisar o estado atual dela.

- Seu nariz não está quebrado e seu rosto já viu dias melhores – Ele deu o veredito, levantando-se – Ele vai ficar puto, o Lennart ama esse rosto.

- Me diga uma coisa que o Lennart não ama nesse corpo? – Questionou Natasha, levantando-se com a ajuda de Sergei. A dor passava, graças as rápidas ações dos nano-robôs. Não estaria cem por cento tão rapidamente assim, mas era o suficiente para a próxima missão.


Ivan adentrou uma sala aos fundos, onde havia um corpo de um homem japonês, estirado no chão com um buraco de bala na sua cabeça. Ele começou a mexer no computador, enquanto fazia um backup que jogava para um datastick que ele possuía.

- Acabamos de fazer um puta de um favor para alguém – Falou Ivan, ainda olhando os dados no computador – Esse depósito não era dos Tyrants. Mas nossos informantes garantem que eles estão aqui há dias...

Natasha chutou uma das caixas para abri-la, dentro haviam armas e mais armas. O suficiente para armar a Cidade Baixa inteira e ainda sobrar um pouquinho mais.

- Seja lá quem for, parece estar se preparando para uma guerra – Disse Natasha.


Os olhos dela fecharam-se, conforme seu corpo estremecia levemente, como se ela estivesse sentindo frio. Quando os olhos voltaram a se abrir, não revelaram aquela coloração azul que já era costumeira. Agora, suas íris estavam verdes.


Soundtrack 4:




- Por que o meu corpo inteiro está doendo? – Questionou Lennart, levantando sua mão direita para coçar sua nuca, mas abaixando-a rapidamente no processo. Uma pontada de cor percorria toda a extensão de suas costas – Eu vivo dizendo para ela tomar mais cuidado.

Sergei fez questão de sacar seu celular no meio da missão. Ele sabia que Natasha conseguiria machucar-se e que o rosto provavelmente seria uma das primeiras coisas a ganhar cortes e contusões. Quando ele entregou o celular para Lennart, com a câmera frontal aberta, ele pôde ver toda a extensão do estrago causado.


Para começar, sujeira. De tanto rolar no chão e de ficar próximo de explosões, o rosto de Lennart estava muito sujo, a pele clara contrastando com o cinza das manchas. E, para somar nisso, aquele vermelho escuro do sangue. Uma parte era o sangue do próprio Lennart, a outra era o sangue dos inimigos.

- Puta que pariu – Murmurou o rapaz.


Agora, depois de deixar o galpão e entrarem no caminhão novamente, Lennart colocava suas duas pistolas na cintura, conforme se aproximavam do próximo alvo. Uma casa, distante de todo o resto da Cidade Baixa, construída recentemente, não havia documentos, nem mesmo moradores. Apenas estava ali. Repleta de membros da Tyrant.


Soundtrack 5:


- Me desejem boa sorte – Ele falou, conforme se preparava para deixar o caminhão.

- Se você morrer e a Pequena Princesa ficar triste, eu mato você – Disse Ivan.

- Isso é o mais próximo de '' não morra '' que você consegue chegar, não é? – O enorme russo ficou em silêncio e Lennart deu de ombros, apenas descendo do caminhão.


Desta vez eram menos inimigos, quinze. Metade dos que Natasha tivera que enfrentar. Isso significava que aquele alvo não deveria ser de grande valor, e que eles estavam ali apenas para manter a segurança de algo. Ou de alguém.


A casa tinha apenas um andar, porém era grande o suficiente. Com janelas que davam para o resto da Cidade Baixa. E foi por um dessas que Lennart entrou, sacando apenas uma de suas pistolas. Em locais mais fechados era sempre bom usar apenas uma arma. Utilizando o sistema C.A.R ou Center Axis Relock, a pistola de Lennart ficava próxima de seu corpo, permitindo uma variedade de opções para os mais variados casos.


Seus passos eram silenciosos, apesar de suas pernas serem AUGS. Ao chegar perto de uma parede, ele sabia que havia um inimigo vindo. E sabia que sua presença havia sido detectada. Provavelmente o viram vindo na distância. O inimigo virou ao mesmo tempo que Lennart, e ambos dispararam, com o Cão dos Lindbergs disparando três vezes.


A diferença, era que Lennart se abaixara, enquanto o homem ficara de pé e atirara na altura de onde a cabeça de Lennart estaria. A vitória foi clara, porém isso trouxe ainda mais inimigos para perto de Lennart. Três, para ser mais exato e estes foram todos eliminados com disparos precisos da parte de Len. Uma bala para cada cabeça. Avançou e recuou, notando que dois inimigos vinham um ao lado do outro.


Lennart correu, saltou em um deles enquanto, ainda em cima deste, atirava contra o inimigo do outro lado, levando ele ao chão. O homem em que Lennart se apoiara logo foi ao chão, fazendo com que Lennart disparasse contra o que estava o outro lado e em seguida na cabeça deste que usara como apoio. Um apareceu mais a frente e foi recebido com dois tiros, um no peito e outro na cabeça.


E então, sobraram sete, para treze balas de Lennart. Os dois primeiros apareceram e foram recebidos com cinco disparos da parte do rapaz. Os outros cinco vieram em grupo, talvez isso fosse um padrão da parte dos Tyrants, avançar em grupo quando tudo parece estar perdido. E realmente estava, pois Lennart foi mais rápido. Das oito balas que sobravam no pente de sua pistola, que cabia vinte e uma balas, seis foram disparadas. Uma atingiu a parede enquanto as outras acertaram as cabeças dos inimigos.


Sountrack 6:


- Tá limpo – Ele alertou, no commlink – Mas... temos um pequeno problema.

- Eu pensei que estivesse tudo limpo – Respondeu a voz zangada de Ivan.

- E está. Literalmente, está tudo limpo. Essa casa está vazia. Não tem móveis, decorações, nada – Falou Lennart, enquanto ouvia Ivan reclamar algo em um russo apressado demais para ele compreender.


Quando o enorme russo chegou, ele pôde constatar que de fato não havia nada ali. Apenas os corpos dos inimigos que Lennart destruíra. Em uma determinada sala, entretanto, eles encontraram algo. Quadros, aparentemente desenhados com um lápis e de maneira muito apressada. Mas eles representavam dois gêmeos, ainda crianças, de cabelos curtos.

- Okay, isso acabou de ficar assustador – Falou Lennart – Melhor mandar uma equipe aqui, depois, checar e ver se não há nada de escondido. Agora o outro local já deve saber que invadimos esses dois.

E de fato, eles sabiam.


Soundtrack 7:




Agora era a hora de Requiem avançar. Segurando sua katana, sentando dentro do caminhão, ele apenas esperava pelas ordens. Normalmente ele se dava muito bem com o Inverno Soviético, porém aquela discussão com Ivan no hospital deixara suas marcas. A fúria de Ivan era algo que demorava para passar.

- São vinte no total. Não deve ser um problema para você – Informou-lhe Sergei, assim que o caminhão parou. Requiem levantou-se e caminhou para o lado de fora.

Ele era cego, portanto não tinha como saber que estava invadindo algumas ruínas de um antigo prédio da Cidade Baixa. Porém, ele sentia. Sentia a presença de seus inimigos, todos do lado de dentro, fazendo rondas. Por não poder ver, ele aprimorara seus AUGS auditivos, possuindo um tipo de sonar, que o alertava de qualquer coisa muito próxima. AUG esse que era desativado para as outras personalidades, mas poderia ser ativado se elas desejassem.


Sacou sua katana e caminhou para dentro dos restos daquele prédio, que um dia fora um hospital. Seu rosto demonstrava apenas uma intenção: Matar. E quando o primeiro pobre coitado o avistou, não teve nem mesmo tempo de gritar, conforme a lâmina da espada de Requiem cantou, cortando o ar horizontalmente e abrindo a garganta de seu inimigo.


Mais dois estavam para fazer a curva, eles escutaram o som do corpo atingindo o chão e estavam vindo checar. Porém Requiem fora mais rápido. Tão rápido que chegava a ser injusto. O primeiro teve seu pescoço atravessado, enquanto o segundo teve seu braço arrancado, gerando um grito de dor e medo. Andar de baixo limpo.


Acima, tinham sete e no terceiro e último, dez. Requiem subiu a escada rapidamente, com alguns saltos estava no andar de cima, cortando mais um inimigo na altura da cintura, separando a parte superior da parte inferior do corpo dele.


Levantou-se e bloqueou três disparos com sua katana. Correu para cima do inimigo que abriu fogo, gritando de desespero. Apenas dois projéteis chegaram perto de acertar Requiem, mas o cego defletiu tudo isso com sua katana. O som seria ensurdecedor, mas seus AUGS eram programados para ignorar sons altos demais. O resto das balas foram para todos os lados, menos para contra o homem que avançava. Um corte e a cabeça dele voou pelos ares, fazendo com que sangue jorrasse para todos os cantos.


Atrás de uma parede, estavam três e mais no fundo do corredor vinham mais dois. Um deles puxou uma granada, mas mal teve tempo de ativá-la e logo foi cortado no peito. Requiem avançava, como um furacão de morte, cortando e girando e logo os três estavam no chão, as paredes  pintadas com sangue. Os dois que avançavam abriram fogo, descarregando o pente em cima do cego.


Todas as balas que chegaram perto de Requiem foram defletidas por sua katana. Um dos inimigos soltou a arma e caiu de joelhos, desistindo, enquanto o outro gritava para ele se levantar e tentava recarregar a arma. O que estava de pé teve seu peito perfurado. O segundo, que estava de joelhos, abaixou sua cabeça e a teve separada de seu corpo.

- Ao menos você morreu com honra – Murmurou Requiem, avançando para subir para o terceiro andar.


Passos e disparos. Cinco inimigos estavam no chão. De onde aqueles tiros vieram? De perto, mas longe do radar de Requiem. Mas ele sentia, o atirador se aproximava. Do lado de cima, os cinco que sobraram estavam buscando o atirador, apenas um deles o viu, mas antes que pudesse alertar os seus aliados, teve seu pescoço aberto.


Gritos e disparos, um dos inimigos chegou a atingir o amigo que estava ao lado. No fim, com quatro movimentos rápidos de sua espada, eles acabaram mortos.

- Terminou? – Chamou a voz de Sergei.

- Não, tem mais alguém – Ele murmurou. Estava perto, muito perto, subia as escadas como se estivesse em sua própria casa.


- Então... você é a personalidade cega? – Chamou uma voz feminina – Requiem, não é?

- Sim, é esse o nome que me foi dado. E você seria quem? – Questionou o samurai.


- Não acho uma boa ideia eu lhe falar meu nome – Disse a mulher – Tenho uma mensagem para Nymeria Lindberg.

Algo foi jogado para Requiem, que o pegou no ar. Um datastick, que ele guardou em seu bolso. Os olhos se abriram, revelando aquela coloração roxa.
E eles enxergavam Tanya Degurechaff.

- Então, foi você que atirou contra Edrik – Sorriu Requiem. Um sorriso que escondia uma tempestade de fúria.


- Você não era cego? – Questionou Tanya, segurando uma arma que se assemelhava a uma Gewehr 43.

- Antes, sim – Respondeu Requiem, enquanto andava em círculos ao redor da alemã, que apenas esperava – Com esses AUGS? Não mais.

- E todo o lance dos olhos fechados é só para tirar uma onda? – Ela perguntou, segurando sua arma com mais força.

- É honorável da minha parte dar a vantagem da cegueira para meus inimigos. Por mais que meus AUGS auditivos estraguem isso, em uma missão como essa não posso me dar o luxo de falhar – Respondeu Requiem, segurando o cabo da katana com mais força.

- E agora você me vê. Eu deveria me sentir honrada? Sou uma oponente digna? – Questionou Tanya, com um sorriso em seu rosto.

- Não. Eu a vejo, pois vou mata-la – E com isso Requiem avançou.

Tanya disparou, porém Requiem se esquivou. Sim, ele se esquivou como se aquilo fosse lento demais para ele. Sua katana veio pela lateral, porém foi bloqueada pela arma, que era mais resistente do que aparentava ser. Ele continuou a golpeá-la, com a pequena mulher bloqueando com a arma, enquanto recuava. Não havia uma baioneta no rifle, mas ela estocou mesmo assim, para logo em seguida disparar.


Requiem saltou para trás e bloqueou o disparo com sua katana, fazendo com que ele fosse defletido de volta para Tanya, passando ao lado de seu rosto, milímetros de distância da orelha esquerda dela. Ela jogou aquela arma em suas costas e sacou uma arma que fora modificada para lembrar uma Mauser C96. Apenas era parecida, pois seu calibre era o de uma Desert Eagle.


Ela disparou e disparou, com Requiem desviando-se conforme avançava. Ele cortou na altura do peito da garota, porém ela saltou para trás e apenas sua calça foi cortada, revelando AUGS.

- Belas pernas – Respondeu Requiem, ajeitando-se para continuar o combate.


- Está falando dos AUGS ou é só um pervertido? – Questionou Tanya. Requiem sorriu – Ok, pervertido então. Eu realmente só vim aqui passar essa mensagem.

- Se acha que vou deixar você sair viva daqui – O samurai segurou sua katana com força, e avançou – Está muito enganada.

Algo explodiu um pouco na frente de Requiem, forçando-o a saltar para trás. Uma nuvem de poeira erguera-se. Quando saltara para trás, Tanya soltara uma granada. E ela estava andares abaixo e é lógico que Requiem a perseguiu, apenas para vê-la fugir em cima de uma moto.

- Merda – Ele murmurou, fazendo seus olhos deixarem de funcionar – Sergei? Enfrentei a garota que atirou em Edrik.

- E onde está o cadáver? – Questionou o rapaz.

- Ela fugiu, mas deixou um datastick para trás – Falou Requiem – Uma mensagem para Nymeria.
 
Termos usados:
Commlink: Uma forma de comunicação, colocado nas orelhas das pessoas.
Datastick: Um pendrive, porém com uma capacidade de armazenamento maior.

AUGS: Augmentations, ou modificações nos corpos.



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