Neo Tokyo
É com todo o prazer que damos as Boas Vindas a Neo Tokyo!

O fórum se passa em um mundo futurístico, cyberpunk, onde as grandes corporações e as máfias dominam todo o giro de capital.
Desde os altos arranha-céus da Cidade Alta até as ruas sujas e cheias de mendigos e doentes do Distrito 8, o mundo é dominado pelas modificações corporais e pelos implantes de aumento de habilidade, ou AUGS.

Desenvolva sei personagem, com suas habilidades e fraquezas e escolha seu local de moradia de acordo com seu passado e presente, e acima de tudo: divirtam-se!

Dawn's Cabaret

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Dawn's Cabaret

Mensagem por Beyond Darkness em Ter Jan 16, 2018 12:14 pm


The Cabaret for Wayward Victorian Girls






Tonight we will introduce you to... WAYWARD GIRLS!



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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Klint Waltz em Ter Jan 16, 2018 4:58 pm

Klint não precisava de um convite, mas não era seu rosto ou seu status que garantira sua entrada no Dawn’s Cabaret. Muita gente devia muita coisa para Klint Waltz, e quem não devia só não sabia ainda. Seu nome vinha ganhando peso, assim como alguns apelidos. Der Teufel era o mais comum entre os alemães da cidade. O Diabo. Isso por que ele sempre exigia a assinatura de um contrato. O Homem de Negro era uma comparação com o Homem de Vermelho, o Red Angel da Darkness, porque ele sempre vestia seu terno negro, não importava a ocasião. 


Filho da Puta, Verme e Peste também eram apelidos dados, mas desses ele gostava menos. 


Com as luzes do Cabaré lançando tons vermelhos em seu rosto, ele entrou e escolheu uma boa mesa, próxima do palco. Já haviam varias dançarinas ali em um número, mas ele estava ali para ver uma em especial. Dita. Ah, Dita. Escuridão da minha vida, fogo da minha virilidade. 


A Darkness era a dona e estrela principal do estabelecimento. Ele a conhecia pelos seus números, mas especialmente por seu envolvimento com a máfia. Uma mulher bonita era atraente. Mas uma mulher bonita e perigosa... era irresistível. 
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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Beyond Darkness em Qua Jan 17, 2018 1:57 am


O Dawn's Cabaret não tinha como não estar lotado naquela noite. Não com aquele cartaz pregando olhos do lado de fora.

Música Ambiente:

A atmosfera predominantemente vermelha tinha um ar selvagem quase predatório, que mista ao cheiro de álcool adocicado e maquiagem feminina, por si só quase era capaz de tornar um homem num animal. Diferentemente de 99% de Neo Tokyo e da maior parte do mundo, não havia um robô sequer ali. O calor das pessoas fazia o ambiente, as garçonetes quase suadas e os barmans esforçados, todos sempre com sorrisos brilhantes e lábios coloridos. Os sexos eram algo que quase chegavam a se igualar em questão de número, pois o Cabaret sempre estava cheio, e é claro que a maior parte do público eram homens desacompanhados de propósito - ou acompanhados de mais homens. Ms o fato é que haviam garotas suficientes para todos eles.

Enquanto os homens pareciam se repetir como figurinhas antigas, elas não eram apenas garotas - elas eram mulheres que de nenhuma forma poderiam passar despercebidas mesmo num ambiente como aquele. Era tão impossível confundir um par de seios com outro como também era impossível confundir seus rostos, emoldurados por cabelos de todas as cores. Haviam ruivas, morenas, loiras, garotas de cabelos azuis e lilases. Elas esbanjavam cada um de seus traços provocantes ao mesmo tempo que únicos, atendendo a todos os gostos, com máscaras ou símbolos pintados em suas faces, como se para torná-las ainda mais distintas.

- É ele!- uma das garçonetes, uma garota de cabelo magenta e um coração desenhado abaixo do olho direito exclamou num sussurro para a outra mulher do lado, uma morena alta e voluptuosa que dançava num dos poles espalhados aqui e ali. Aparentemente, nem todos os homens eram como figurinhas repetidas.
Havia um ali capaz de atrair muito mais atenção.
E ela disse:
- Der Teufel.- ela praticamente soprou aquele nome o mais baixo possível e torceu para que a amiga tivesse escutado.
- O alemão que feriu Anrhel dias atrás?- ela deu uma pirueta para ficar mais próxima da amiga e falar. Aquela mulher tinha um sotaque mexicano, e indagou preocupada.
- Não foi exatamente ele, idiota. Mas eu acho que Dita deveria saber.
- Pelo amor de deus, sim!

Apressadamente, a garçonete deixou a bandeja de lado e dirigiu-se para o camarim detrás do palco. Não demorou para que o burburinho percorresse para outras meninas, como se todas elas estivessem mais ligadas entre si do que se poderia imaginar.
Foi questão de tempo até uma delas dirigir-se a Klint e lhe oferecesse a bandeja com as mais diversas bebidas.

- Talvez você queira algo para esquentar a garganta antes do verdadeiro show, docinho. = ela sorriu, mas no momento seguinte desviou o olhar para as luzes vermelhas que tornaram-se mais escuras como se estivessem prestes a apagar, e a música que tocava também parou.

- And now, Gentlemen! Step right up, step right up!- a voz soou de um homem de terno e bigode que se prostrava acima do palco vazio, onde somente a banda de fundo esperava ansiosa pela hora de tocar as próximas notas.- É com extrema satisfação que esta noite o Dawn's Cabaret lhes oferece o melhor colírio já invetado para os olhos! Por favor, é necessário lembrar que fotos devem ser evitadas. De qualquer forma, aproximem-se, aplaudam e observem com atenção caso alguma coisinha possa escapar do vestido dela! Com vocês, eu lhes apresento... Dita Von Darkness.




Os holofotes carmesim iluminaram com vontade a entrada esfuziante da mulher. Ela brilhou, como sempre brilhava, a estrela do espetáculo, a cereja do bolo. Com roupas e lingeries num misto envolvente entre Vermelho e Negro, ela dançou o ritmo como se fizesse parte dele, arrancando suas peças de roupa com uma delicadeza e sensualidade fenomenais.
Foi no momento de puxar suas meias de renda daquelas belas pernas torneadas que Dita Von Darkness chegou o mais perto possível de Klint Waltz. Graças a mesa bem próxima do palco que ele cuidadosamente escolhera, ela sentou-se no limiar do batente, deitando uma das pernas à frente e graciosamente tocando o peito dele com a ponta de seu pé. Ela retirou a meia, sem desviar os olhos dos dele, as íris vermelhas como sangue e paixão encarando-o sem sequer piscar...
Até que o tecido erguido por ela cortou o contato visual, e ela deixou aquela meia com ele, antes de retomar o show até o final...


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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Klint Waltz em Qua Jan 17, 2018 9:01 am

A satisfação de um bom nome na praça trouxe um sorriso aos lábios de Klint. Ele ouviu o burburinho que se instaurou depois de sua chegada, sentindo-se realizado. Todos os demônios começam limpando botas, mas pode haver apenas um Rei. E ele se tornara o Rei do Inferno através de seu esforço próprio. 


A chave do sucesso era ajudar as pessoas. Hahahahahaha 
Ok, nem ele mesmo acreditou nessa. Mas é isso que eles devem pensar que você está fazendo. Em seguida, você pede algo em troca. Algo simbólico, que não vai fazer muita falta. “Você não vai nem notar a diferença, confie em mim.” Algumas palavras doces e voilà, você tem sua assinatura na linha pontilhada. Não sabe escrever? Uma gota de sangue será o suficiente. 


Algumas pessoas estavam tão desesperadas que vinham até ele, sem que ele pedisse. Para outras, ele precisava apenas mostrar o quanto elas realmente precisavam do que não tinham, que era — olha só, que coincidência — exatamente o que ele tinha pra te oferecer. 


Quando menos esperam, aqui estou eu para cobrar a dívida. Favores?  Não. Obrigações contratuais. Estava tudo nas letras miúdas. Quando o mundo deve alguma coisa a você, o jogo vira inevitavelmente a seu favor. 



Drinks foram ofertados pela Senhorita e ele pegou um uísque americano, para entrar no clima. Não que estivesse difícil. A humanidade daquele lugar era extremamente atraente para Klint, alguém que não gostava de robôs, exceto talvez de Rodney. Os cheiros e a música eram inebriantes, muito mais sedutores para ele do que para os amantes de lata. 


As luzes logo se apagaram, e o grande show começou. Klint acompanhou os aplausos, os outros clientes gritando seu nome praticamente em desespero. A música burlesca embalava os movimentos de Dita, que mantinha sempre o sorriso no rosto. A cada peça de roupa a menos, eles vibravam, e Klint se mantinha em silêncio, um sorriso no canto do rosto, olhos presos nos dela enquanto degustava seu uísque americano. 


Quando ela se aproximou, ele sentiu aquele blood rush por suas veias. Ele percebera que ela tinha o visto desde que pousou seus delicados pés no palco, mas agora a atenção dela era toda dele. Ele sentiu a leveza com a qual ela apoiou o pé bem no peito dele, e quando ela puxou a meia, ele fez questão de ajudá-la no processo, simplesmente suspendendo a perna dela com as pontas dos dedos, algo no qual ela na verdade nem precisava de ajuda. O toque foi tão delicado que não seria nem o suficiente para que outros notassem com muita clareza. Afinal ela o deixara com a meia de seda entre os dedos e um sorriso ainda maior. 


Mas tudo que é bom dura pouco, e ela logo deslizava para o palco novamente. Ah, Dita. Dita, Dita, Dita. O balanço sobrenatural das curvas que pareciam mármore maleável era hipnotizante, os lábios dela, rubros, emoldurando seus dentes perfeitos. Inferno, que mulher era essa? As plumas vermelhas contrastaram contra o fundo negro,  deixando apenas o relance de algo mais escondido sob elas, até o momento final, onde elas revelavam a perfeição que era Dita Von Darkness. 


Mais uma vez, ele aplaudiu, e o Cabaré explodiu em gritos e palmas. Sensacional. Ele se juntou a todos, aplaudindo de pé. 
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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Beyond Darkness em Sex Jan 19, 2018 12:08 am

Quem sabe ela e ele tivessem muito mais em comum do que se poderia imaginar. Assim como Klint estava nas entrelinhas, Dita estava nos detalhes. O minguado blush cor-de-rosa sobre suas maçãs lapidadas, o puxão certeiro nos cadarços do espartilho, a pintinha negra e perfeitamente circular em seu rosto de porcelana. O desejo que aquela mulher atraía para si era férvido, colossal, e o desejo é a principal arma do Diabo, assim como foi seu próprio fiasco.
Ainda assim, ali estava ele. Desejando. O Rei desejava mais profundamente do que qualquer outro.
Talvez a tentação maior fosse por encontrá-la não como uma presa, mas sim como a predadora que era, tal qual como o próprio Klint. E, quando Dita primeiramente pisou naquele palco e encarou-o por quase todo o espetáculo, ela tinha certeza que deveria deslizar para perto dele. O motivo do rumorejo entre suas dançarinas, o olhar quase flamejante crepitando na direção do alemão.
Dita pertencia à noite, à selva de concreto e, diante de tantas presas fáceis vestidas em paletós caros, dois leões se encararam calorosamente naquele curto espaço de tempo.

Quase todo o público sabia bem da ligação pessoal que Dita tinha com a máfia de Los Angeles. Era de se pressupor que sua imagem tão estonteante pudesse ser, muitas vezes, esmaecida diante da lembrança de um certo alguém que era quase a marca da máfia americana; seu irmão, o Homem de Vermelho pelo qual a maioria ali resguardava emoções totalmente opostas à admiração ou desejo. No entanto, isso não acontecia. A mulher tinha seu brilho próprio e independente e seus próprios detalhes rubros, como o brilho carmesim de seu batom, não remetia nada a ninguém se não a intensa presença da dançarina burlesca que representava o termo "mulher" no sentido mais forte e místico da palavra.
Dentro da máfia, ela não era uma mulher de recados, tampouco era um cão de caça como o irmão. Ela era a simpatia da família, a que jogava um tapete vermelho sobre a escada de poder que a organização subia. Apesar de serem conhecidos por seus métodos nada amigáveis, nem tudo pode ser resolvido com violência e brutalidade, e era justamente nesta parte que Dita entrava. Ela estava onde precisava estar, fazia o que precisava fazer, e com perfeição. Além de ser especialista nos conhecimentos mais avançados a respeito de análise comportamental, o que era extremamente útil em qualquer ramo que se lida com criminosos.
O Red Angel podia ter uma influência absurda, mas ele não era para ela uma sombra, afinal, mesmo com as plumas vermelhas escondendo seu corpo como se fossem um escudo, no final, ela entregou-se ao fundo negro e brilhou sua efígie perfeita como a única no mundo.

Os fregueses aplaudiam o desfecho do show com a imagem do epílogo da Darkness em suas cabeças e com a certeza de que, mesmo com tantas dançarinas incrivelmente belas e discrepantes, compará-la a alguma delas era pura e simplesmente... covardia.

- DITA VON DARKNESS!- exclamou a voz do apresentador quando a cortina se fechou, levando consigo o suspiro derrotado de muitos, o homem que foi rapidamente iluminado pelos holofotes anunciou, animado:

- Muito bem, cavalheiros, muito bem!- ele deu um suspiro sonhador, como se sua mente ainda estivesse no balaio burlesco de alguns minutos atrás.- Se os senhores acharam, por um segundo sequer, que não tinha como ficar melhor, eu devo informá-los que, pelo recorde de bilheteria ao CRAZY SHOW, esta noite a Estrela da Casa estará realizando performances particulares nas cabines privadas! Os tickets únicos podem ser adquiridos na ala reservada!

Ele mal terminou de falar, e o lado direito do local, especificadamente a entrada do largo corredor que levava até as salas de danças particulares já havia sido alvejada por alguns clientes que se aproximavam dos dois seguranças da área, ansiosos para entrar naquela sessão.

- Por favor, fiquem a vontade, aproveitem nossas wayward victorian girls, nossos drinks e músicas. A noite está só começando, e o Cabaret será seu melhor anfitrião until Dawn!

Em todos os anos do funcionamento do Cabaret, as danças particulares oferecidas por Dita Von Darkness eram extremamente raras. Ela evitava expor-se tão deliberadamente, talvez para que mantivesse seu aspecto tão inalcançável, ou simplesmente por mero capricho.
Por algum motivo, naquela noite, aquela comuta soou como um convite...
Um convite particular e muito especial.
No entanto, se o Rei do Inferno gostaria de atendê-lo, ele teria de esperar...
Ou abusar um pouco de suas obrigações contratuais para passar por  aquela fila.


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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Klint Waltz em Ter Jan 23, 2018 12:52 pm

O nome dele era Stanley. Stanley Carson. 
Stanley acreditava que sorte era algo que não caia do céu. Quanto mais você trabalha, mais sorte você tem, simples assim. Mas o azar? Esse sim, ele conhecia bem. E ultimamente, o azar tinha aparentemente gostado de ficar por perto dele. Naquela noite, ele estava acompanhando a performance de Miss Von Darkness pelo monitor próximo aos caixas das cabines privativas, com o mesmo olhar sonhador e desejoso de todos os outros clientes. 


— Então, o que vai ser? 


Sua operadora de caixa era uma mulher em sua meia idade, que provavelmente já havia se cansado de atender outros homens indecisos naquele local. Ele desceu os olhos da mulher gorda e barbada e os deslizou para as imagens das meninas, que posaram para as fotos com rostinhos angelicais. 
Stanley mexeu com o cartão de unidades que tinha nas mãos nervosamente. Sua luxúria, seu vício nos jogos e compulsão por comprar coisas caras lhe rendera muitos problemas recentemente. Ele acabou irritando as pessoas erradas, e devendo pessoas ainda mais erradas. As máfias de Neo Tokyo não eram compreensivas quando se tratava de dinheiro. E afinal, quando se deve tanto, e você acha que não tem como piorar, vem o Diabo e compra todas as suas dívidas. E aí, meu amigo. Não adianta rezar. 
Depois de muito roubar, Stanley finalmente havia conseguido dinheiro suficiente para pagar quem ele devia, mas... Ah, aquelas luzes do Dawn’s Cabaret... Por um lado era como se ele estivesse gastando com arte...! Certo...? Então ele escolheria uma boa menina, teria uma noite cheia do que ele pudesse pagar e depois daria um jeito em tudo. Claro, ia dar certo! Ele decidiu contar com a sorte. 


Eu já disse que o azar gostava muito de Stanley? Antes que ele pudesse levar o dedo à garota de cabelos lilases e um coração na bochecha, foi anunciado que a estrela da casa, Dita Von Darkness faria shows particulares nas cabines. A foto dela apareceu na tela, com o número 100.000 em cima. Cem mil unidades. Era exatamente o que Stanley Carson tinha naquele cartão de unidades. Ele havia sido tão difícil de conseguir, e já tinha dono: O Diabo. As mãos de Stanley suaram. Seu dedo hesitou, uma gotícula de suor descendo por sua fronte. A tentação era grande demais. Aquela era Dita Von Darkness. Ele clicou sobre o rosto dela e entregou o cartão para a caixa, que imediatamente efetuou a transação.


“Oh, o que? Oh, sim! Me parece que os ingressos já foram vendidos! Já estão esgotados!” 


Klint mal havia se movido para o local quando ouviu a notícia. Estava impressionado, mas não surpreso. Ele revirou os olhos, pensando em quem ele teria que subornar pra conseguir *seus* convites. Sim, eles eram seus, e não mediria esforços para que voltassem para suas mãos. Mas quando ele viu Stanley Carson sendo cumprimentado pelos outros homens, aplaudido e apoiado, Klint abriu um sorriso. Ali, em meio à multidão, o homem de preto estava com as mãos nas costas, com um sorriso diabólico no rosto. Stanley ergueu os olhos, que imediatamente se prenderam na última pessoa que ele esperava encontrar. 
Quando se faz um acordo com o Diabo, você consegue algo que realmente queria, por um preço que nunca fica muito claro. Você nunca sabe bem quando ele vai vir e cobrar o que lhe é de direito, mas ele sempre vem. Ele jamais esquece nem perdoa. 
Stanley soube o tamanho de seu azar quando viu o Diabo esperando por ele. Olhou para o frágil bilhete em suas mãos, pesando bem suas escolhas até o momento. Ele não podia colocar a culpa no azar por suas escolhas horríveis. Se apenas ele não tivesse ido ao Dawn’s aquela noite, se apenas ele fosse menos compulsivo, se, se, se. 


— M-Mr. Waltz... Eu... ehm... bem, é que... 


Klint estendeu uma mão. O homem olhou para a mão e então de volta para o sorriso. 


— D-divirta-se, Mr. Waltz. — ele disse, entregando o bilhete em suas mãos. 


— Irei. E você, passe no meu Contador amanhã pela manhã. 


Stanley não soube dizer, enquanto voltava para casa, se o azar havia realmente desistido dele e a sorte havia finalmente ficado a seu favor. Talvez ele pensasse que sim, afinal de contas ele havia lido em algum lugar sobre o retorno à média. Nada ficava extremamente ruim por muito tempo. Sem perceber que foi seguido por figuras encapuzadas, ele virou em um beco e acabou sendo morto logo ali, quando tentaram levar sua carteira, que agora não tinha nem mesmo uma unidade sequer. Ele nunca saberia o quão sortudo ele foi por nunca se encontrar com O Contador. 



O Diabo tinha um sorriso satisfeito no rosto quando entrou no luxuoso quarto e se sentou, aguardando a chegada de sua Musa. 
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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Beyond Darkness em Qua Jan 31, 2018 8:23 pm

No corredor de quartos privativos, o som da música no palco, a conversação no saguão principal, os aplausos e até mesmo a vibração das melodias ficavam completamente para trás. Apenas os passos de Klint eram audíveis para si próprio, percorrendo a passarela tão pintada de vermelho como o restante do Cabaret. As portas enfileiradas em ambos os lados possuíam aspectos comuns, embora cada uma tivesse palavras cintilantes em neon no topo, algo como:



Twilight                                                                                                  Aurora
                                                                                   
Bloodmoon                                                                                             Sunshine

Nightwish                                                                                           Day-spring

Penumbra                                                                                             Blink



Apenas no final do corredor, entretanto, jazia uma porta completamente dourada e brilhante, que não ficava nem em um lado nem do outro, exibindo o mesmo nome que estava estampado no bilhete dourado nas mãos do homem:


Eclipse


Quando a porta foi aberta, um requintado quarto surgiu diante dos olhos de Klint. As paredes eram cor de lavanda, o teto era encarnado e o piso era de um mármore negro brilhante, embora a maior parte deste fosse encoberta por um grande tapete felpudo. A cama era espaçosa e circular, coberta por lençóis pretos de seda, e no centro do recinto havia uma cadeira confortável, a qual ele se sentou. A iluminação ali era feita por candelabros bem distribuídos por todo o local, ampliando ainda mais aquela atmosfera mundana, não deixando que nenhum detalhe escapasse os olhos, apenas envolvendo-os numa meia-luz minuciosa, causando a sensação de que aquele lugar convidava-o quase instantaneamente a partilhar seus mais profundos segredos e aquelas quatro paredes ainda podiam guardar com facilidade do menor aos mais estrondosos sigilos. Talvez até mesmo o Diabo estivesse disposto a se confessar até o fim daquela noite.
Os segundos de silêncio podem ter sido tão prazerosos quanto ávidos, e era justamente sobre isso que se tratava. O misto entre satisfação e ansiedade, desejo e suspense.

Um toc foi suficiente para elevar ambos os sentimentos ao máximo e além. Outro toc despedaçou definitivamente o silêncio esfomeado... e os seguintes sons pisotearam-no em seus cacos.
Eles vinham logo detrás de Klint.




Os saltos fustigavam no mármore como se pudessem quebrá-lo também, mas seu avanço apesar de firme era suave; não como um desfile na passarela, não como se deslizasse; aqueles passos mastigavam soberanos, como se um predador trilhasse vagarosamente em direção sua presa. Seu hobby semi-transparente ondulava e beijava o chão, chegando cada vez mais perto, até que os passos foram abafados pelo carpete, e ele só pode ter noção de onde ela realmente estava quando sentiu um toque morno em seu ombro, que deslizou pela gola de seu terno, encostando muito brevemente em sua nuca para então afastar-se, e foi quando ela finalmente surgiu em seu campo de visão.
Seu hobbie escorregou por seu corpo com facilidade, indo ao chão. Nada de vestidos muito brilhosos, nada de muitas peças de roupa. Era incrível o quanto ela parecia tão inalcançável no palco e ali, naquela iluminação cerne, naquele corset negro envolvendo sua figura curvilínea, era como se Dita pedisse para ser tocada.
Ela deu meia volta, conduzindo as mãos até a cintura e finalmente aqueles olhos vermelhos encararam Klint.




- Que homem mais sortudo você é, não... M-i-s-t-e-r W-a-l-t-z...?- seus lábios pintados de vermelho se curvaram em um sorriso estimulante.- Do tipo que faz sua própria sorte... e joga com a dos outros.

Ela inclinou-se, seu corpo movendo-se como a suavidade de uma felina, em direção à mesa de centro onde jaziam displicentemente duas taças e uma garrafa de Four Roses. A mulher encheu ambos os recipientes, endireitando-se para carregá-los ambos em cada mão, mais uma vez aproximando-se de Klint. Ela ofereceu uma taça a ele e, no mesmo movimento que fez para estender o braço, vergou-se devagar, o colo redondo e assomado pelo sutiã bem próximo de seu rosto ao mesmo tempo que a voz, com aquele timbre de veludo e tom de confissão amorosa sussurrou bem próxima ao seu ouvido:

- Deixe-me brincar com a sua.

Dita aprumou-se novamente, aquele sorriso e olhos igualmente rubros na direção de Klint e somente nele. Ela elevou a própria taça até a altura do rosto, entreabrindo um tanto mais os lábios e, sem desviar o olhar do dele, ela virou a borda e deixou que o uísque vertesse por seu colo, cascateando sobre seus seios redondos, banhando por cima e por dentro de seu corset, deixando aquela pele pálida ainda mais brilhosa.




Quando a música deu-se início, as luzes dos candelabros tornaram-se vermelhas. O quarto sucumbiu num aspecto muito mais envolvente enquanto ela erguia uma das lânguidas pernas e equilibrava seu salto alto no espaço entre as pernas de Klint. Ela retirou seu sapato ali, jogando-o displicentemente para o lado, e então subiu as mãos por suas pernas deleitosas, alcançando o feixe que prendia a meia-calça na cinta-liga e soltando-o. A meia foi desdobrada por sua perna, revelando a maciez da pele que quase podia ser sentida só no olhar, e então ela pôs a perna no chão, jogando a meia agora em seus dedos na direção do homem, quase como se dissesse "agora você tem o par delas".




Ela então abaixou-se, lenta e sensual, ficando da altura dos joelhos dele. Ela o olhava de baixo, feroz, satisfeita, porque quando Dita dançava ela assumia aquele brilho, aquela vontade, atraía todos os tipos de desejo. O salto restante foi retirado e ela também o largou, apoiando-se suavemente sobre as coxas dele para que subisse novamente.
Ainda sorrindo, a Darkness deu meia volta, olhando-o por cima do ombro, como se não quisesse perder nenhuma expressão dele. Ela estava apenas esperando, apenas esperando por Klint, porque ela sabia que era ele quem viria até aquela cadeira e se sentaria diante dela, tão perto, tão mais alcançável.
Dita não estaria ali se ele não estivesse, e era tão simples como soava.

Seu corpo acompanhava a música enquanto ela se aproximava da cama que estava diante do alemão, logo atrás da mesa de centro, rebolando o quadril coberto apenas pela tênue lingerie negra. Ela abriu os botões que ficavam abaixo de seu busto e livrou-se do corpete ali, a cintura lapidada finalmente à mostra. Escalando o colchão, ela pôs-se de joelhos, apenas de calcinha e sutiã, escorregando as mãos pela meia que restara, e então desprendeu-a da cinta também. Seu corpo esparramou formoso pela seda negra, as costas pálidas arqueando brevemente enquanto ela ergueu a perna para arrancar a meia de si.






Sua cabeça pendeu para a beirada do estofado, e ela encarou Klint uma vez mais, as íris vermelhas dardejando na direção dele como se queimassem internamente o mais puro desejo de uma mulher para seu amante.




Suas mãos escorregaram por seu corpo, ela apreciando o próprio toque, divertindo-se em seu próprio deleite de sentir o desejo de Klint sobre si. Seus dedos abaixaram as alças do próprio sutiã como se ela imaginasse os dedos dele ali e Dita não tardou a escorregar para fora da cama, pondo-se nas pontas dos pés sobre o tapete, mas de costas para ele. Seus braços dobraram para trás, alcançando o feixe de seu sutiã, e ela o abriu, trazendo-o para frente do corpo e deixando-o cair ao lado de si...




Ela não podia mais só imaginar. Tampouco provavelmente ele podia só simplesmente assistir. Na maioria dos cabarés, shows privados não permitem que os clientes encostem nas dançarinas, apenas o contrário. Portanto, pode ter sido uma surpresa quando ela virou-se para ele, tapando o busto com os braços e, sorrindo, aproximou-se do alemão uma vez mais.
Dita girou sobre os próprios calcanhares e sentou-se no colo dele, de costas. A calcinha negra roçando em sua calça e um pouco mais além. Ela abriu os braços, apenas para levar as mãos até as dele, e as segurou, trazendo-as para si, pousando-as sobre seus seios e apertando-as ali. Seu dorso arqueou, ela recostou-se no peito dele, tombando a cabeça para trás. Deixou que um breve gemido misto a uma risada escapar, enquanto ele podia sentir que ela bamboleava com o corpo por sobre o dele, seu corpo morno semi-nu em seu total alcance.


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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Klint Waltz em Seg Fev 05, 2018 1:25 am

Observando aquele quarto lilás, os braços atrás do corpo coberto pelo elegante terno de corte inglês, com lapelas de veludo negro, estava o Diabo. Tal qual as paredes de uma catedral, aquelas ao seu redor inspiravam respeito, mistério, devoção. Sua deusa? Feita de carne e osso, pele, alma. E se aproximava. 


Toc. Toc. Toc. 
Seus passos fizeram o Homem de Negro olhar por sobre o ombro apenas o suficiente para que ela visse seu perfil. Ele lhe sorriu quando sentiu a mão que deslizava por seu ombro até sua nuca, um arrepio sútil descendo por sua espinha ao menor toque de seu único e absoluto objeto de adoração. A partir do momento que ela se colocou à sua frente, os olhos cor de avelã dele não deixaram os carmesim dela. Ele viu o hobby ir ao chão e se deleitou com a visão de seu corpo, mantendo ainda um sorriso suave nos lábios. 


Aquela mulher era a personificação de todo o desejo de Klint, e ali ela estava. Como o mundo, à sua disposição. Mas ela não era nada como o mundo. Única, especial, misteriosa e perigosa. Ah, sim. Essa pequena palavra dava a todas as outras mais sabor e significado. Não adiantava procurar em outras partes por alguém como Dita Von Darkness, pois não havia ninguém como ela. E, fosse temporário ou mesmo pago, ele a tinha. 


— Samuel Goldwyn dizia: “Quanto mais eu trabalho, mais sortudo fico”. Eu concordo com ele. 


E ela parecia muito uma das estrelas dos filmes antigos do século XX. Ele amava isso nela. Toda aquela humanidade, seu calor, tudo nela que emanava desejo primal. Ele pegou o copo de sua mão e inspirou seu perfume quando ela sussurrou perto de seu ouvido, sentindo seu aroma intoxicante. Quando ela despejou a bebida sobre o corpo, ele deixou que seus olhos deslizassem por seu colo, seus seios e onde mais o uísque tocava, apreciando o brilho indecente que sua pele adquirira. 


A música começou e Klint não estava assim tão pronto. Ele era o Diabo, mas nem mesmo o adversário resistiria ao corpo dela tão próximo do seu sem nada fazer. Instintivamente a mão dele se espalmou no baixo de suas costas, puxado-a levemente mais para si. O aroma do destilado agora se misturava ao perfume dela, e Klint desceu os olhos a tempo de vê-la livrando sua perna delicada daquela meia escura. Ele segurou seu segundo par enquanto ela descia por suas pernas e lhe lançava aquele olhar quase feroz dali debaixo. Ele ergueu uma sobrancelha e sorriu. Não um sorriso simples e misterioso como os outros, mas um sorriso aberto, que mostrava seus dentes brancos. Um que dizia que ele realmente estava se divertindo ali. 


Ela se levantou e caminhou, o olhando sobre o ombro. Ele foi um diabinho bem obediente e se sentou em seu pequeno trono para observá-la. E ele a devorou com o olhar em cada movimento fluido que ela fazia, deixando que seu desejo por ela trouxesse todo o tipo de reações humanas em seu corpo. Se havia algo em comum entre os dois, isto era a preferência pelas coisas naturais e humanas. Klint aproveitava as oportunidades explorando as fraquezas mentais de seus clientes. Dita o fazia explorando suas fraquezas físicas. Era estranho, complexo, bonito e acima de tudo, legalmente permitido. O desejo como base primordial em ambos os casos, mudando apenas o objeto de desejo. Você quer dinheiro? Quer fama? Poder a uma assinatura de distância. Ou quer paixão? Amor alugado? Luxúria ao alcance de sua conta bancária. 


Ela não era uma prostituta, é claro. Tampouco ele era um simples advogado. Ambos eram tão mais, muito, muito mais do que o olho vê. Duas criaturas tão singulares que acabaram se encontrando em meio ao caos. Os olhos dela, predadores, fatais, tão iguais aos dele, sedentos, vorazes. O Diabo estava pronto. Estava pronto para sussurrar suas transgressões, uma a uma perto do ouvido dela, enquanto eles consumavam mais e mais pecados. Pronto para beber uísque do seu corpo, descobrir juntos outros jeitos de usar a boca. 


Ela se sentou em seu colo, leve como uma pluma, mas a virilidade de Mr. Waltz era evidentemente pressionada contra ela, que retribuía levemente. Suas mãos envolveram seus seios com delicadeza e firmeza em igual medida. Ele deixou que seus dedos tocassem leve e gentilmente os cumes dos dois montes, para depois envolvê-los em um toque um pouco menos delicado. Sua barba arranhava de leve seus ombros enquanto ele os beijava lenta e pausadamente. Subindo por sua nuca, ele plantou um último bem no final de seu maxilar, atrás de sua orelha. 


“Dita, Dita, Dita...” 


Ele sussurrou, em seu ouvido, brincando com seus dedos sobre as pontas dos seios enquanto a outra mão descia acariciando bem de leve o lado de seu corpo. Era só o que queria dizer. O que precisava. Dita. Escuridão da minha vida, fogo da minha virilidade. 
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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Beyond Darkness em Ter Fev 13, 2018 10:42 pm

Aqueles ouvidos já haviam testemunhado das mais puras juras de amor aos delírios mais insanos de luxúria, mas nada, nada se comparou, naquele segundo, ao ouvir a voz dele repetir seu próprio nome.
Três vezes.
Como os três toc's de advento, como as três badaladas do azo, como uma prece, a mais viril delas. Se até mesmo o Diabo admirava uma deusa e havia rogado pela sua tão veemente, ela teria uma queda glamourosa do paraíso até os braços dele e se entregaria por completo, e juntos fariam daquelas paredes seu próprio éden.
O Diabo, Dita e o Desejo.
Três vezes.

Ela repimpou-se gostosamente pelo colo dele, relaxando com o ritmo que ele destinava sobre seus seios, que imediatamente robusteceram debaixo do toque, quase clamando para serem consumidos. Seu corpo inteiro estava envolvido num balanço hipnótico e extasiante, deixando que escorresse as mãos por suas curvas voluptuosas, totalmente nuas a Klint. A barba dele arranhava-a em beijos úmidos e deleitantes, tal qual ela mesma sentia-se por dentro; arranhando-se para que fosse completada, e cada vez mais embebida em seu íntimo sedento como se quisesse devorar cada pedaço do Diabo e ser devorada na mesma proporção.

O que sentiu reivindicar abaixo de si, a virilidade dele com todo seu direito, fez com que Dita percebesse que ele não podia mais esperar. Tanto ele quanto ela estavam prontos, porque Dita estava sempre pronta, mas naquele minuto ela estava exigindo. A mulher ergueu-se e ele podia sentir que a mínima distância entre os dois corpos era agora arduamente difícil de suportar, porque eles haviam se unido como um imã, se entregado ao turbilhão de desejo de tal forma que não havia como voltar atrás. Ele agora via os seios dela, desnudos sem qualquer tipo de censura, e à frente de seu redondo e rosado par de perfeições ela estendeu uma das mãos à frente. Os dedos dela escorregaram para a gravata dele, puxando-a delicadamente para que ele se levantasse de seu assento e seguisse aquele sorriso triunfante pintado de vermelho.

Ainda no embalo da música que àquela altura já se tornava igualmente delirante, houve um momento em que a Darkness, perfeitamente equilibrada na ponta de seus pés, roçou seus narizes, e foi quando seu olhar desceu dos olhos cor de avelã para os lábios dele, e Klint quase pode sentir que eles se tocaram, embora aquilo não tivesse por pouco chegado a acontecer, já que no mesmo segundo ela puxou a gravata dele mais firmemente e esta afrouxou, sendo arrancada de si lentamente.
Dita sorriu, vangloriando-se com a primeira peça de roupa que havia tirado dele, deslizando-a pelo colo antes de deixá-la seguir seu caminho para o chão. Todas as regras das danças particulares do Cabaret haviam sido quebradas, mas quem poderia fazer alguma coisa? Ela era a Dona, e tinha decidido que seria assim muito antes daquelas paredes lilases, muito antes que Mr.Waltz sequer pisasse no corredor privado. Ela havia escolhido-o predatoriamente desde o primeiro olhar trocado, porque aquilo, aquilo foi desejo à primeira vista.
Aproximando-se uma vez mais de Klint, ela manteve um contato visual feroz ao mesmo tempo que suas mãos aveludadas percorriam o dorso dele, indo de baixo a cima até alcançarem seus ombros, quando ela afastou as lapelas, deixando que escorregassem para fora dele.

Um a um ela foi desabotoando os botões de sua camisa, sem tirar as íris carmesim das de avelã, até que a última casa foi livre, ela chegando perigosamente perto de sua masculinidade, mas seus dedos escalaram novamente pelo corpo dele até alcançarem sua nuca, onde ela enlaçou seus braços calidamente.

- Eu sabia que seria você...
- seu tom de voz soava como uma declaração apaixonada.-... a conseguir o primeiro e único bilhete do meu desejo.

Lá fora, depois do ingresso comprado pelo falecido Stanley, de fato nenhum outro para Dita Von Darkness estava disponível à venda. O convite havia sido feito, um convite particular, e Klint o atendera com êxito. Isso daria a eles a noite inteira... do quanto pudessem aguentar.

- Porque você era o único naquele salão que desejava tanto quanto eu.


E, num piscar de olhos, ela arrancou dele a camisa, pela primeira vez sem qualquer delicadeza. Tão próximos da cama, apenas sua fina calcinha de renda restava em seu corpo voluptuoso, pois ela fazia questão de que fosse ele a tirar aquela peça. Por dentro o fogo ardia, urgente, perigoso. O paraíso do Diabo e da súcubo estava em chamas, e esse tártaro era nada mais nada menos se não... divino.


O monstro que nega a Deus e o que se ajoelha a Deus são a mesma coisa. 
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Re: Dawn's Cabaret

Mensagem por Klint Waltz em Qui Fev 15, 2018 4:51 pm

Klint manteve seus olhos presos nos dela, um sorriso sútil nos lábios enquanto ela o libertava de suas peças de roupa. Desabotoando sua camisa, ela pode ver que ele ainda se mantinha em forma, muito mais do que poderia aparentar, uma vez que sempre estava de terno. Enquanto ela o despia, horas lenta e pacientemente, horas selvagem e urgentemente, os dedos dele encostavam levemente na pele de seus quadris e cintura, apreciando o calor de sua pele. 

Aquele era seu prêmio. Não por sua astúcia ou manipulação. Não por sua presença ou sua influência. Mas por que ela decidira assim. Ele continuava com aquele mesmo sorriso no rosto, e os dedinhos subiram até suas costelas e desceram outra vez. 

— Eu e minha mania de engolir o mundo. 

Ele disse, e subitamente agarrou sua cintura e a jogou sobre a cama com o mínimo de delicadeza. Ele sabia exatamente o limiar entre a gentileza e a autoridade, e com ela ele poderia explorar muito bem esse limite. 

Ele subiu na cama, entre as pernas dela, e deixou que suas mãos subissem e explorassem suas coxas. Distribuindo beijos na pele alva delas, sua barba fazia cócegas leves, e ele se deleitava em ver suas reações. Ele se abaixou mais e olhou para cima, observando seu rosto. Beijou seus quadris, ao redor de seu umbigo, a base de suas costelas. Beijou naquele ponto bem abaixo de seus seios, entre eles, suas pontas. Sua língua provocou os picos de seus seios, sugou-os, e então deixou que se soltassem de sua boca, apenas para capturá-los novamente sem usar as mãos. Ele se divertiu com isso por algum tempo mas continuou subindo, beijando sua clavícula, seu pescoço e ombros. 

Erguendo-se novamente, fez sua virilidade mais evidente pressionada contra suas pernas abertas. Ele levou a mão masculina ao fino pescoço dela, os dedos ao redor da pele pálida num aperto firme. Ele sorria exatamente da mesma maneira durante todo o processo. Parecia completamente calmo e no controle de si e da situação. Não parecia em nada ansioso ou impaciente. 

Domínio. Controle. Coisas às quais Dita estava acostumada a ter a seu favor, em suas mãos, e que agora ele tomava dela, sem mesmo pedir. Perto dele, ela era uma submissa natural, ela só não fazia ideia. O Diabo era caprichoso, gostava do Poder. E uma vez que era seu, seria muito difícil tirar dele. A mão esquerda desceu e o polegar passou pela fina alça da calcinha e a puxou para longe do corpo dela, provocativamente. 

— Não me negue o que é meu, Dita.  


Aquilo era mais que um pedido. Era uma ordem. O que ele queria dela era muito simples. Tudo. Ela, seu corpo, sua vontade, sua submissão. Mas aquele acordo fortuito não podia ser firmado apenas por uma das partes. Precisava de consenso, de regras, como qualquer contrato assinado. Ela só precisava dizer sim. 
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Re: Dawn's Cabaret

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