Neo Tokyo
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A Floresta de Montblanc

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A Floresta de Montblanc

Mensagem por Gesicht/Atom em Qui Jan 04, 2018 5:28 pm

(Primeira das sete histórias envolvendo o caso no qual o Gesicth está trabalhando)


A Guerra da Eurásia começou quando o Presidente dos Estados Unidos, Alexander Norton, afirmou que a China estaria escondendo armas de destruição em massa, capazes de obliterarem países inteiros em questão de segundos. A ONU aceitou o pedido de inspeção do país mas antes que pudessem fazer algo, as tensões cresceram e uma guerra enorme eclodiu.
Foi nesta guerra que os chamado Sete Robôs Destruidores foram empregados. Por mais que fosse só um apelido do povo para a eles e não o nome oficial, estes sete robôs eram capazes de eliminar pelotões inteiros sozinhos. Como a 13ª Clausula determina que robôs não podem matar humanos, seus alvos eram os robôs inimigos. Quando a guerra de fato terminou, não foram encontradas as armas que os EUA afirmaram que a China possuía. Tudo o que foi deixado para trás, foi um país destruído.
Um desses robôs, Montblanc, foi criado para ser um protetor das florestas da Suécia, tendo em seu corpo equipamentos necessários para remendar qualquer dano causado e salvar quaisquer pessoas em perigo. Quando a guerra chegou e a Suécia acabou por se envolver, foi ordenado que Montblanc participasse da guerra, sendo dado a ele um corpo de batalha. É dito que ele foi um dos robôs com a maior contagem de mortes registradas.
Após a guerra, ele retornou para suas florestas onde tornou-se um ícone da Suécia, aumentando o índice turístico em quase 100%. Amado não só pelos suecos, mas por boa parte do mundo, este era um robô que abandonara seu passado sórdido de guerra e escolhera lutar de uma maneira diferente, protegendo as florestas que ele aprendera a amar.
Nesses mesmos e enormes acres, Montblanc caminha. Sempre há algo nessas florestas que precisa de sua atenção. Sejam alguns aventureiros que acabaram por se ferir, ou alguma árvore ou planta que precisa de sua atenção. É de se pensar que um robô tão grande como ele acabaria por prejudicar o ecossistema. Mas não. É como se Montblanc o completasse.
Os céus acimas estavam escuros, uma tempestade estava por vir. Mais trabalho para ele. Fora criado para ser resistente e aguentar até mesmo os calibres mais altos do mundo. Água não iria o ferir e os rápidos ventos não iriam impedi-lo. Aquelas eram as florestas de Montblanc, as quais ele cuidava com um carinho quase humano.
Então, olhando para cima, ele testemunhou algo horrível. Um enorme tornado se formava e descia para a terra. Não havia nada que ele podia fazer, a não ser deixar o local e pensar no que poderia fazer para reconstruir a floresta, depois que o dano fosse causado. Nenhum robô no mundo poderia alterar o clima.
E, quando olhou para cima novamente, para o tornado que descia para destruir aquele local, que era uma parte de si, ele pôde ver algo ainda pior que o evento da natureza. Havia algo, no meio daquele tornado, algo... terrível. Ele não podia determinar o que era, até mesmo seus avançados sensores falhavam em detectar o que era. Deveria ser um robô, para aguentar aquilo, porém o resultado era inconclusivo.
A forma do ser era algo estranho, ele era enorme, quem sabe ainda maior que Montblanc que era um ser colossal por si só. Ele não conseguia ver com perfeição seu formato, porém, ele era completamente negro, como a noite da Suécia, porém sem suas estrelas. E haviam dois enormes chifres que se projetavam de sua cabeça. E ele foi ao encontro de Montblanc, que recebeu-o de braços abertos, como quem recebe um irmão.
Fogo.
O Professor Reinhart recebera a notificação. A floresta de Montblanc estava em chamas. E não havia sinal de seu robô. Ele correra para o local, apenas para ver a fumaça e as chamas subindo na distância. Quando de fato chegou, viu que os bombeiros tentavam conter a queimada, algo que Montblanc teria conseguido sozinho. Ele temia pelo pior.

'' Professor Reinhart! '' Chamou um dos bombeiros, ao vê-lo se aproximando '' Se afaste, é muito perigoso! ''

'' O sinal do Montblanc foi cortado '' Falou Reinhart, as únicas palavras que conseguiam sair de sua boca. Ele acompanhava o sinal de Montblanc em seu laboratório e ele piscara algumas vezes, antes de se apagar completamente. Antes que o bombeiro pudesse falar algo, ele correu para dentro da floresta.

'' Professor! Não! '' Porém era tarde, ele já não escutava

'' Montblanc! '' Chamou o professor, apenas para não escutar uma resposta '' Montblanc, minha criança! Onde está você? ''

Os gritos do professor continuaram, conforme ele passava por uma floresta devastada. Para ele, Montblanc já não era a sua criação. Montblanc era seu filho. Seus gritos angustiados cortavam a noite, porém não havia resposta. Não tinha como haver resposta.
Algumas horas depois, Gesicht chegou ao local. Ele não sabia exatamente o que tinha acontecido, apenas que a floresta pegara fogo após um tornado passar por ali. Chegando, tudo o que ele pôde ver foi um Professor Reinhart, sentado na traseira de uma ambulância, imóvel. Seu rosto não possuía nenhuma expressão, porém lágrimas rolavam por seu rosto. A alma e o coração daquele homem haviam sido quebrados.
Continuou floresta adentro, até chegar ao local de fato. Haviam pedaços de Montblanc para todos os lados. Ele fora partido em incontáveis pedaços, por alguma coisa que possuía uma força descomunal. Largada no chão estava a cabeça dele com dois galhos de árvore, um em cada canto da cabeça. Como dois chifres.

'' Algum de vocês fez isso? '' Questionou Gesicht

'' Ninguém aqui seria louco. Montblanc era amado '' Falou um dos policiais, levemente irritado '' Estava aí, desse jeito ''

'' Chifres... '' Murmurou Gesicht, porém era incapaz de fazer alguma conexão.

Dois dias haviam se passado e Gesicht retornara para a Suécia. No local onde ele encontrara a cabeça de Montblanc, havia sido erguido um monumento. Mais parecia uma bigorna, e na frente dela estava Reinhart.

'' Detetive Gesicht '' Falou, conforme o outro aproximava-se '' Montblanc sabia que... uma hora ou outra ele acabaria por virar um monte de sucata. Ele odiava a ideia de ter uma estátua dele, ia bloquear a visão das árvores. Ele pediu algo simples, feito dos restos das partes dele ''

'' É uma bela maneira de honrar a memória dele '' Comentou Gesicht.

'' Fiquei sabendo que houve mais um assassinato parecido com esse. De um ativista a favor dos direitos dos robôs, não é? '' Falou Reinhart, sabendo que a resposta era sim. Um dia atrás, um homem fora assassinado por uma pessoa que não deixara rastros para trás. E de sua cabeça se projetavam dois chifres '' Gesicht, ache ele. Somente assim meu filho pode descansar. Se eu tivesse forças para fazer isso eu... ah, do que eu estou falando? Não adianta nada contar isso para um robô como você. ''

Robôs desconhecem emoções, como dita a 13ª Clausula. Eles não podem ter emoções inseridas neles, porém uma hora ou outra a A.I acaba por entender alguns sentimentos humanos e os copia. Por mais que nunca cheguem a sentir de fato, eles podiam entender o que causava raiva em um humano.


''Nothing can be born from hatred ''
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