Neo Tokyo
É com todo o prazer que damos as Boas Vindas a Neo Tokyo!

O fórum se passa em um mundo futurístico, cyberpunk, onde as grandes corporações e as máfias dominam todo o giro de capital.
Desde os altos arranha-céus da Cidade Alta até as ruas sujas e cheias de mendigos e doentes do Distrito 8, o mundo é dominado pelas modificações corporais e pelos implantes de aumento de habilidade, ou AUGS.

Desenvolva sei personagem, com suas habilidades e fraquezas e escolha seu local de moradia de acordo com seu passado e presente, e acima de tudo: divirtam-se!

Quarto de Romanova

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Quarto de Romanova

Mensagem por Nadia Romanova em Qua Dez 27, 2017 11:42 pm






Um quarto com decoração simples, porém sonhadora e romântica. Luzes de Natal estavam dependuradas, bem como pequenas lanternas japonesas. Havia fartura de almofadas e um perfume gostoso no ar. Uma coleção de cristais estava sobre uma prateleira, e além disso também havia uma escrivaninha, um alto espelho na parede e um guarda-roupas recheado. Em uma das paredes maiores, uma pintura fresca era a reprodução do quadro “A Noite Estrelada” de Van Gogh. Pincéis e tintas ainda estavam ali, denunciando que a artista ainda estava por perto. 

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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Nadia Romanova em Qua Dez 27, 2017 11:54 pm

- Oh, porque não disse antes? Sua boca estava ocupada? 


Ela deu um sorriso malicioso e antes de ser puxada pegou um pirulito de uma bowl do lado da cama. 


Ela seguiu Courtney até que estivessem próximas do local. 


- O que vamos fazer aqui? - Nadia perguntou, observando tudo à uma boa distância, agora menos confusa e mais focada em ajudar a amiga, fosse no que fosse.
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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Courtney Manson em Qui Dez 28, 2017 12:34 am

"Vamos à uma casa de prostituição", foram as palavras de Courtney.

Mas aquele local nada parecia com isso.
Na verdade, o que se estendia à frente delas era uma cafeteria requintada..
As portas de vidro exibiam o ambiente confortável e calmo que se distinguia ali dentro, luzes ambientes destoando contra paredes num dourado pastel, mesas limpas cobertas por toalhas brancas e cercadas por assentos conjuntos e acolchoados.
Na fachada, escrito com letras negritadas em fonte Cooper Hewitt, um nome simpático:

R O N ' S  C A F E

O movimento ali não era grande, afinal, quando exatamente uma cafeteria pode lotar?

- Nós vamos... deletar. - foi sua resposta para Nadia. Courtney não realmente via como explicar da melhor maneira o que elas estavam prestes a executar.

Sem hesitar, no entanto, Courtney adentrou o recinto, empurrando a porta que fez um agradável tilintar de sininhos ser ouvido. Esperando para que Nadia a acompanhasse, a menina rapidamente adentrou o lugar, parecendo procurar com os olhos alguém - Charles, é claro - mas ela não o viu. Ainda assim, escolheu uma mesa mais afastada do centro, a última da fileira do canto.
Assim que ambas sentaram-se ali, sem que Courtney realmente explicasse nada à Nadia, se aquilo era um engano ou alguma pegadinha, uma garçonete sorridente veio em direção à elas, entregando-lhes o menu e prontamente indagando qual era o pedido.

- Eu quero falar com o gerente.
- foi a resposta de Courtney, fria e curta.

A garçonete franziu o cenho, parecendo ponderar se tinha feito alguma coisa errada e, um tanto receosa, deu meia volta, sumindo para detrás do balcão, provavelmente para realizar o desejo da cliente.
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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Nadia Romanova em Qui Dez 28, 2017 12:51 am

Nadia a seguiu, uma mão pequena enfiada no bolso enquanto a outra se aninhava na de Courtney. 


Como um filhote confuso, Nadia tombou a cabeça para o lado. Deletar. Aquilo não lhe soava muito bom, a noite estava ótima para sexo e não para deletar. Fazer amor era sobre criar, e não deletar. Nadia preferiu ficar em silêncio. 


Sentando-se na frente da amiga ela achou estranho que ela havia mencionado uma casa de prostituição, e não conseguiu disfarçar o desapontamento. Logo a garçonete se afastava e Romanova se sentiu compelida a corrigir:


- Você tem que se lembrar da palavra mágica, Court. Por-fa-vor. 


Ela apoiou a cabeça em uma mão docemente, como se estivesse esperando alguém numa janela, um sorriso doce nos lábios, mas os ouvidos ativos e preparados para ouvir alguma informação relevante. 
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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Courtney Manson em Qui Dez 28, 2017 2:09 am

- Oh, você é melhor com palavras e esses códigos éticos do que eu...- ela deu de ombros, focando os grandes olhos azuis na expressão quase frustrada da amiga.- Escute, Nadi. Eu sei que você não gosta de estar aqui. E eu sinto muito por fazer você perder alguns clientes nesse tempo livre, eu só... realmente preciso de você. Mas, com sorte, isso vai acabar logo.

Courtney realmente se preocupava com o bem estar de Romanova. Ela era sua única amiga, afinal de contas, e não tinha essa posição em vão. O amor que a loira sentia pela amiga era indescritível e forte o suficiente para fazer alguém tão distante como ela realmente parecer perto. Perto o suficiente.

Houve um pequeno murmúrio entre a garçonete e mais alguém no interior da cozinha até que do balcão um homem surgisse. Ele tinha a pele parda, quase morena, traços faciais quase armênicos, uma cabeça raspada para não esbanjar os fios crespos e vestia roupas formais para o lugar, um suéter verde e uma calça bege.
O homem tomou rumo para a mesa das duas meninas e, com um sorriso contrastando com uma expressão duvidosa, ele perguntou:

- Posso ajudá-las com algo?
- Você é... o Ron.- Courtney começou, meio sem graça, apontando para o mesmo nome da fachada, que se estendia também pelas paredes do lugar.- Mas seu nome verdadeiro é Rohit Mehta, você o mudou para Ron depois de fugir do Afeganistão e então se envolver no submundo com a máfia de Los Angeles. Eles te compraram sua primeira lanchonete há seis anos atrás e sua vida melhorou muito financeiramente desde então. Agora você tem dezessete delas e mais três para abrir.

O homem, atordoado, deu um passo para trás. Era claro só por seu olhar que quando a palavra "máfia" foi mencionada, seus olhos esbugalharam-se e assim permaneceram. Ele tentou abrir a boca para falar algo, mas foi impedido novamente por Manson:

- Eu gostava de vir aqui porque sua Wi Fi é rápida. Tipo, bem rápido, é um dos poucos lugares com conexão de fibra e gigabits de velocidade. É boa. É tão boa que fez aquela parte do meu cérebro coçar...

O sininho tocou novamente, todos puderam ouvir. Era ele, Courtney viu. Charles adentrava o local acompanhado de mais dois homens. Um era obeso, com cabelos negros de quem não corta há algum tempo, com óculos quadrados e uma blusa do Star Wars. O outro era negro, esguio, com o cabelo black power armado, vestindo roupas meio bregas e fubás.

É claro que, para o resto das pessoas, apenas os dois últimos adentraram o local.

Mas Courtney reconhecia os três.

- Aquela parte que não permite o bom existir sem uma condição.- ela continuou. O homem havia olhado brevemente para a porta e agora, olhando novamente para Courtney, parecia suar frio.- Então eu comecei a interceptar o tráfego na sua rede. Foi quando notei algo estranho. Foi quando decidi te hackear.
- Hack-...!- o homem bateu a mão na mesa, mas foi impedido novamente.
- Eu sei que é dono de um website chamado "Meninos de Plantão". Usa o TOR para manter anônimo, deixou bem difícil para ser encontrado.- enquanto falava, Courtney parecia realmente orgulhosa... do trabalho do homem à sua frente. Era como se admirasse o método utilizado. Ela era apaixonada por hacker, afinal de contas. Entretanto, ela continuou:- Mas sabe, o TOR não é tão anônimo quanto você pensa. Quem quer que controle a saída do tráfego, controla tudo. O que faz de mim... aquela com controle.

Naquele momento, os olhos do homem lacrimejavam. O murro que ele desferira sobre a mesa chamara a atenção de alguns clientes, inclusive os novos, que sentavam-se numa mesa ali perto. Charles estava de olho, roendo uma unha enquanto descascava com a outra um pacotinho de adoçante.
O homem preferiu tentar se acalmar para não chamar mais atenção e então tentou sussurrar:
- Eu devo pedir que vocês saíam daqui imediatamente ou eu vou chamar a polí-...
- Polícia? Quer que eles descubram de todos os seus 100TB de pornografia infantil caseira, que por sinal você e seus comparsas produzem atrás dos galpões de cada Ron's Cafe? As quais você envia e fornece para seus 400 mil usuários? Honestamente, cara... eu estava implorando pra que fosse apenas um fetiche, tipo BDSM. Percebe como seria mais simples se fosse isso?
- E-Eu...- o homem engoliu em seco.- É dinheiro? É isso o que você quer? Chantagem?!
- Não precisa se estressar. Eu sei como é ser diferente... quer dizer, eu não bato uma pra criancinhas, mas eu não sei como falar com as pessoas. A única pessoa que eu conseguia conversar era meu pai. Mas ele está morto. Câncer... ele trabalhava numa das fábricas as quais vocês peculiarmente produzem suas Slave Toys, mas é claro que meu pai não sabia disso, embora ele suspeitasse do cheiro dos produtos químicos... câncer de pulmão. Depois leucemia. Ele morreu, mas a companhia passa bem agora.

Ela sorriu. Um sorriso meio quebrado, meio doentio. E ela virou-se inteiramente para aquele homem.

- Você tenta fugir e eu programei denúncias anônimas para serem enviadas para a polícia assim que você sair por aquela porta. Você tenta ligar para alguém e todos os telefones daqui até um raio de setenta metros estão grampeados, a polícia também vai ouvir cada palavra sua. Você tenta me matar e, bem... não é um bom show numa noite na cafeteria, é? Pois bem. Você vai nos colocar dentro do seu clube doentio. Agora.

Não houve o que decidir. O homem simplesmente se virou e, trêmulo, seguiu para o corredor dos banheiros, chamando as duas com o olhar. Courtney lançou um olhar a Charles, que lhe fez um "Ok" com os dedos ao mesmo tempo que aqueles dois acompanhantes abriam um laptop sobre a mesa do local. A menina segurou na mão de Nadia, puxando-a para que ambas seguissem Ron.



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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Nadia Romanova em Qui Dez 28, 2017 9:23 am

- Não é sobre o tempo, nem sobre os clientes. - ela colocou a mão sobre a da amiga. - Hey, se é importante pra você é importante pra mim também. 


Ela apertou a mão de Court na sua antes de deixá-la quando o homem se aproximou. Sim ela sabia quem era aquele. Não era um de seus clientes, ele não era atraído por mulheres. Era alto e esguio, e extremamente fácil de ler. 


Ela observou com cuidado e certo orgulho enquanto a amiga dissecava a vida do homem, que assistia uma pequena demonstração da exposição à qual corria risco. 


Ela não virou a cabeça para observar os dois homens exóticos que entravam na loja, usando o reflexo de uma das decorações cromadas para isso, optando por uma rota bem mais discreta. 


Quando foi revelado o que Ron fazia quando ninguém estava olhando, a seriedade apagou qualquer resquício de outra emoção do rosto de Nadia. Tudo tinha limite, e a linha que limitava a ninfomania de Nadia era exatamente aquela. Pedofilia. 


Ainda com o rosto tombado apoiado em uma mão, parecendo despreocupada e infantil, seus olhos deslizaram rapidamente pelo ambiente. Apenas nas redondezas haviam sete coisas que podiam ser usadas para deletar Ron, e as sete passaram tão rapidamente pela mente de Nadia que pareceria premeditado. 


A primeira delas era o cinzeiro de vidro. 
A segunda era a luminária que pairava sobre a mesa.
A terceira era a faca suja de mel da mesa ao lado. 
A quarta eram os fios parcialmente expostos do robô que limpava a loja logo atrás do homem. 
A quinta era a própria caneta que descansava no bolso de Ron.
A sexta era sua própria gravata. 
A sétima era Nadia. Com suas próprias mãos. 


Ela manteve o sangue frio. Mais uma coisa que havia aprendido com a experiência. Ela se levantou para acompanhar Courtney e perguntou: 


- Quem são o Neckbeard e Hendrix ali atrás? 
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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Courtney Manson em Sex Dez 29, 2017 1:06 am

Ela sorriu diante da resposta da amiga. Era um daqueles raros sorrisos doces que a loira conseguia esboçar naquela expressão que na maioria das vezes parecia congelada em uma eterna perplexidade com aqueles olhos azuis meio esbugalhados. Até então, Nadia era a única pessoa que conseguia arrancar aqueles resquícios da Courtney humana, e não da máquina.

Talvez o deletar de Manson fosse um pouco mais sútil que o de Nadia. Se havia uma coisa o qual sistema operacional e sistema nervoso da menina concordavam, era que o fato de matar alguém era assustador.
Talvez tenha sido por isso que ela não exatamente decifrou a expressão séria da ruiva à sua frente. Mesmo sob emoções controladas, o fato de assassinar Rohit Mehta deveria ter o mesmo peso para Nadia que apertar a tecla delete tinha para Courtney. Ela sabia que a amiga era uma espiã russa e não esperava menos dela. Ainda assim, entre sangue e um teclado, Courtney se via incapaz de executar algo com a primeira opção.

Depois de toda a cena, eles tomaram o corredor dos banheiros. Ron parecia atordoado demais para perceber que a hacker manteve-se um pouco mais atrás, ouvindo a pergunta da amiga e sussurrando-lhe em resposta:

- Você os percebeu? Nah, não estou surpresa. O nerd é o Mobley e o old-fashioned é o Leslie. Eles estão comigo nessa coisa toda. Foi ideia de Charles envolvê-los nisso.- como já havia mencionado sua alucinação para Nadia(embora não realmente envolvendo este termo na conversação), ela esperava que a ruiva pudesse lembrar-se de Charles, mesmo que este não passasse, até então, de um ex-namorado problemático e nunca visto de Courtney.- Eles vão dar cobertura.

Após dizer isso, a loira lançou um olhar às câmeras que acompanhavam-nas pelos corredores. Aquela cafeteria era realmente suspeita, afinal havia vigilância até mesmo no caminho aos sanitários, mas não foi exatamente em direção a eles que Rohit seguiu. No fim do corredor, onde jaziam as portas de masculino e feminino, ele tomou a direção oposta, onde o que deveria ser apenas uma porta dupla que levava à ala de faxina mostrou-se um grande âmbito que cheirava à combustível ou óleo. Haviam lances de escadaria largas de concreto cada vez maiores que desciam para sabe-se lá onde.

- Continue andando.- Courtney disse e o homem simplesmente obedeceu. A seguir, ela fitou Nadia de soslaio.- Eu sei que você deve conhecê-los tanto quanto eu, Nadi. Os Darkness... mas acredite ou não, essa é só a ponta do iceberg.

Ela baixou brevemente o olhar.

- Desculpe mesmo estar levando você a isso... você não realmente tinha que estar no meio dessa coisa toda. Mas há alguém lá dentro que só você pode alcançar.



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Re: Quarto de Romanova

Mensagem por Nadia Romanova em Sex Dez 29, 2017 11:16 am

- Afinal, quando é que eu vou conhecer esse mala do Charles? - Nadia perguntou, observando o local e memorizando a posição das câmeras, mantendo ela e Court com os rostos virados para longe delas. 


Diante das desculpas da amiga, ela sorriu, apertando a mão dela na sua. 


- Não se preocupe. Vamos quebrá-lo. Apenas eu posso alcançar? 


Ela ficou curiosa mas permanecia caminhando atrás do homem. 
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Re: Quarto de Romanova

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