Neo Tokyo
É com todo o prazer que damos as Boas Vindas a Neo Tokyo!

O fórum se passa em um mundo futurístico, cyberpunk, onde as grandes corporações e as máfias dominam todo o giro de capital.
Desde os altos arranha-céus da Cidade Alta até as ruas sujas e cheias de mendigos e doentes do Distrito 8, o mundo é dominado pelas modificações corporais e pelos implantes de aumento de habilidade, ou AUGS.

Desenvolva sei personagem, com suas habilidades e fraquezas e escolha seu local de moradia de acordo com seu passado e presente, e acima de tudo: divirtam-se!

Lotus Cassino

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Lotus Cassino

Mensagem por Riza Nakano em Qua Dez 27, 2017 4:09 pm




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Re: Lotus Cassino

Mensagem por Gambit em Qua Jan 24, 2018 10:35 pm


Eu gosto de pensar que diz muito sobre mim que eu posso vestir um uniforme rosa.
Hm, engraçado me ver pensando em minhas roupas como um uniforme. Era um tempo quando era apenas o que eu vestia. Mas acho que depois de um tempo construindo seu nome numa cidade completamente nova, sua perspectiva muda, e você percebe que precisa de uma marca, um logotipo pra piscar na mente das pessoas como os comerciais da Jequiti na TV.
Assim como acontece com as perspectivas, muita coisa mudou ultimamente. Amor, vida e sustento bateram nas pedras de repente... e agora, pegando os pedaços, parece que eu peguei a vida de alguém por engano. O fato é que essa cidade é muito exigente.
Um ladrão que não comete assassinatos frios ou em massa? Uma piada. Um mercenário com um pingo de ética moral? Um amador. Neo Tokyo é, de longe, o lar dos caras mais sujos que eu já conheci... e eu tô meio atolado na merda.

Cheguei a um ponto onde eu não posso dizer qual parte de mim é o uniforme...
Roubar não deveria ser uma profissão. É uma arte, é um hobbie e que por acaso me dá muito dinheiro. Não tanto quanto antes, é claro. Na verdade, nada quanto antes... e sobre antes...
Acho que eu só tenho que esvaziar minha cabeça. Me afastar de tudo isso um pouco. Muitas coisas me impedem de voltar pra casa...mas isso não quer dizer que eu não possa voltar às raízes de outra forma...
Se eu estou no meio da merda, pelo menos eu posso fingir que é chocolate e ter um pouco de diversão.


"Arghh, essa última foi péssima e me deu vontade de vomitar, Remy."


- Oh, cala a boca, Receptador.

- Senhor?- o segurança na entrada da boate pareceu não entender as palavras sussurradas pelo rapaz à sua frente e por isso preferiu ignorá-las, dizendo em seguida:- Não parece haver seu nome na lista, senhor...

- LeBeau. Remy LeBeau.

A fila que estava diante da porta principal do Cassino Lótus estava enorme, quase dobrando o quarteirão. Era incrível que mesmo em tempos tão contemporâneos, as pessoas ainda tivessem que perder minutos de vida esperando para adentrar em um lugar que provavelmente só os faria perder ainda mais tempo de vida.
Bem... não para Remy. Não para Gambit. Ali, ele ganharia mais tempo do que qualquer um.

- Eu realmente não recomendaria tentar entrar aqui se você não deveria. - o homem alto, musculoso, de terno preto e óculos que escondiam a única coisa que poderia soar simpática em suas feições - seus olhinhos japoneses - praticamente rosnou para Remy.

"Guardas armados. E organizados. Bem, até porque se fosse fácil, não é mesmo, Remy... você não iria curtir roubar o lugar."


- É claro.- a resposta que saiu da boca dele foi ambígua, e o Receptador sorriu em sua saleta apertada cheia de computadores.- Deve estar na lista dos convidados especiais. Procure por "Gambit", então. Estou aqui para acompanhar a senhorita Sayuri Hanae e ser seu motorista esta noite.
- Ah...- um clique no PDA nas mãos do segurança bastou e no segundo seguinte o homem retirava o gancho da fita vermelha que barrava a entrada do local.- Tenha uma ótima noite.

- Pode contar com isso, mon ami.

Eu juro que tentei ser mais rápido, mas hackear essas coisas com conexão lenta é um porre...
- soou a voz de Receptador no quase invisível ponto na parte interna do ouvido de Remy.

O mar de mesas de jogos, roletas e máquinas de jogo do bicho estenderam-se à sua frente, a música penetrou seus ouvidos. Hm, boa música. Dados voavam, jogados para cima, cartas de baralho eram distribuídas, As luzes do local logo atingiram seus olhos por debaixo dos óculos, tão peculiares como eram, mas com sorte ele não chamaria tanta atenção quanto deveria. A escuridão mista a um jogo de cores naquele tipo de lugar geralmente servia para disfarçar as imperfeições nas pessoas e fazê-las parecerem mais atraentes... mas era aí que estava Gambit. Cada detalhe em seu rosto e físico era como se moldado estrategicamente para fazê-lo verdadeiramente um galã, e naquelas luzes ele quase conseguia se passar por um homem normal.

Gambit Outfit:

- Nesse ritmo vai ser fácil. Só tenho que me misturar o suficiente para-...

- Óculos legais.- soou uma voz feminina logo atrás de si, e ele virou-se para encará-la.- Mas por que você usa óculos aqui dentro e de noite?

O que você ia dizendo sobre ser fácil mesmo?


- Acreditaria se eu dissesse que sou cego, chérie?


Ela arrancou os óculos dele antes que ele tivesse tempo de fazer qualquer outra coisa.

- Não. Venha comigo, senhor LeBeau. O senhor Kimimaro Sitch gostaria de falar com você.


Lá se vai o plano de passar despercebido...

Plano?
No meio de toda essa situação, Gambit precisou conter um riso.
Receptador é um cara de planejamentos. Ele construiu a base hacker dele sozinho, usando peças de computador que ele mesmo construiu, planejando muito bem seu salário como funcionário de uma empresa de antivírus para que ele pudesse comprar os equipamentos necessários sem ir à falência.
Já Remy? Ele teria roubado tudo e se demitido do emprego que Receptador tanto reclama há muito tempo.
Remy é um ladrão. Mais do que palavras, isso está no sangue que corre em suas veias. E a filosofia de um ladrão é muito simples: você pode planejar um roubo o quanto quiser, mas você tentaria resolver um quebra-cabeças sem antes conhecer as peças?
Gambit não é do tipo que tem um plano.
Ele é do tipo que "vai lá e vê o que acontece".

O rapaz seguiu a mulher logo um passo atrás, passando pelas mesas de jogos lotadas de rostos felizes, tensos e tristes - mas todos obcecados, sem querer parar. Uh, ele tinha que torcer para não ficar daquele jeito um dia. Gambit viu-se diante de um homem sentado displicentemente numa mesa próxima à adega, cercado de mais dois seguranças. Seu rosto pálido e feroz, a careca brilhando nas luzes, os olhos puxados e aquele bigode extremamente liso que caía-lhe pelo queixo. Aquele era Kimimaro Sitch. O dono do Cassino.

- Eu deveria dá-lo as boas vindas pessoalmente... Gambit.- soou o homem, sem entonação de boas vindas nenhuma.- Diga-me, quão afortunado é o Lotus para receber sua tão... infame presença esta noite?

- Oh, por favor, senhor Citchie, me chame de Remy. Eu prefiro manter uma vida separada entre trabalho e diversão.
- ele sorriu docemente, um sorriso muito simpático, e estendeu a mão para Kimimaro, que hesitou minimamente, mas no fim retribuiu o aperto de mãos.

- Pronuncia-se Sitch... "Kimi-maro Si-tch"...

- Oh, claro, perdoe-me. Quando se já tem um sotaque é difícil acostumar os ouvidos a outros.
- E tenha certeza: você tem consideráveis reputações nos grupos em que eu participo...
- Hã?- ele inclinou-se, ficando frente a frente com Sitch, os rostos um pouco perto demais, mas é claro, o som era alto ali.- Pensei tê-lo ouvido dizer "reputações" no plural.
- Eu quis dizer que ouvi falar que seu nome aparece em contos...repugnantes e vergonhosos para um mercenário... que ficam em desacordo com seu carisma e sua fama tão grande.
- Oh, a vida seria bem mais fácil se pudéssemos reescrever nossas próprias reputações, não é mesmo, mon ami?- ele deu um sorrisinho gentil.- Lugar legal esse seu, a propósito. É minha primeira vez aqui.
- Aproveite a noite, senhor LeBeau.- disse Kimimaro, levantando-se da cadeira e sendo acompanhando por seus dois seguranças.- Meus homens estarão a disposição... caso você precise de assistência especial.

Soerguendo uma sobrancelha diante da afirmação, Gambit olhou ao redor, percebendo que os seguranças espalhados pelo local estavam todos, olha só que coincidência, olhando de volta para ele...

Oh fuuuuuuuuck...- lamuriou-se o Receptador em seu ouvido.Abandonar navio, cajun... não vai ser dessa vez.

Gambit deu de ombros, caminhando até o DJ do lugar, onde após uma breve conversa o homem aceitou colocar a mesma música novamente, embora num remix.


Check it check it out
I'm 'bout to do my thing
King of the floor
King of the swing
Play a lil' beat
I'll be a dancing machine
Play a lil' jam
I'll come alive
Alive

Logo depois, o cajun andou em direção a uma das moças indecentemente vestidas que passavam com petiscos, queijinhos empanados espetados por palitos, e ele pegou um da bandeja, enquanto a mulher o encarava de cima a baixo, abrindo um sorriso de desejo bem explícito.
Ele rapidamente retribuiu o sorriso dela, com um mais singelo, no entanto, e aproximou-se em seu ouvido, sussurrando alguma coisa que nem mesmo o Receptador conseguiu entender. A mulher sorriu ainda mais, corando brevemente, e então deu meia-volta, feliz da vida...

- Quer saber uma coisa engraçada sobre prioridades, Receptador?- Gambit sorria abertamente.- Elas podem mudar em um segundo.

Os seguranças agora olhavam a barra curtíssima da saia da garçonete que se afastava, e bastou esse segundo... esse milésimo de segundo...
O palitinho do queijo foi sutilmente atirado para um canto vago do salão...


POW! Uma grande explosão fez alguns caixas eletrônicos de jogos dispararem moedas e cédulas para todos os lados.
As pessoas logo se exaltaram, assustadas, mas quando viram a cena e a analisaram, a maioria que antes esbanjava faces tristes e derrotadas correram para o local da explosão, tentando pegar tudo o que podiam.
Os seguranças obviamente correram para cima, para impedi-las de roubarem o Cassino que roubava elas próprias... e ninguém percebeu que o verdadeiro ladrão já não estava mais ali.

Eu te amo, Remy.

- Tout le monde aime.¹

Seu terno branco tão elegante não mais vestia seu corpo. Agora, ele usava um colante preto que encobria-lhe por inteiro como se fosse uma segunda pele. Escorado numa coluna de parede do segundo andar do Lotus Cassino, onde somente as salas mais reservadas eram mantidas, ele esperou que os guardas passassem correndo para verificarem a explosão lá embaixo.


- Eu não podia fazer muito mais estrago... não sem correr o risco de machucar alguém. Então, isso me dá o quê?


Quinze minutos, creio.

- Vamos fazer isso em sete.

Certo. Então você precisa subir até o terceiro andar e encontrar a Sala de Comunicação. É lá que a passagem para o cofre deve est-...


- Ora, Receptador, todo este tempo e você ainda não aprendeu nada? Se havia uma quantidade anormal de guardas naquela direção do corredor...
- ele seguiu silenciosamente, seus passos era como plumas arranhando o chão. Mantendo-se nas sombras como apenas um bom ladrão conseguiria fazer, ele passou sem dificuldade para o outro lado do corredor.- É porque tem algo que deva valer o meu tempo... aqui. - ele encostou nas bordas de um grande quadro da Noite Estrelada na parede... e uma parede falsa girou no concreto.

É sério que é 2518 e os caras ainda usam uma dessas?

O ladrão adentrou a passagem, fechando-a novamente no processo, é claro, e luzes se acenderam simultaneamente, revelando um sala branca de metal com um aspecto bem futurístico.

Ativando Sistemas de Entrada. Verifique identidade autorizada ou sofra uma morte violenta. - soou uma voz robótica por toda a sala.

- Alguma chance de uma terceira opção?

Preparando sequência de verificação. Iniciar verificação por voz.


Deus, New Orleans era tão mais simples... cadeados e fechaduras... clipes de metal... bons tempos...!

Iniciar scan de Marca de Voz.


Gambit aproximou-se da porta dupla à frente, retirando seu celular do bolso do cinto de utilidades do colante.

"Pronuncia-se Sitch... "Kimi-maro Si-tch"..."- saiu a gravação de Kimimaro no celular.

Isso, garoto! É pra isso que serve os equipamentos que eu te faço!

Marca de Voz Verificada. Iniciar Scan de Digitais.


As luvas do colante tinham um brilho estranho. Um brilho azulado. As digitais de Kimimaro Sitch foram devidamente capturadas no aperto de mão que Remy iniciara, e ele logo pousou a luva sobre o contorno da mão ao lado da porta.

Que lindo!

Scan de Digitais Verificados. Iniciar Scan de Retina.


Seus óculos, os quais ele não havia retirado desde então. Não eram apenas para disfarçar seus olhos...
Quando ele aproximou-se demais fingindo não ouvir as palavras de Sitch, aquele havia sido o momento perfeito.
Ele aproximou as lentes dos óculos do lazer azul na porta. Íris que não eram suas logo tomaram o lugar das lentes escuras.

Retina Verificada. Senha?


- ...


...


- .... Por favor?


Senha aceita. Identidade Verificada. Bem vindo de volta, Kimimaro Sitch.  

PUTA QUE PARIU!

- Mon Dieu!²- as vozes deles exclamaram juntas.- Eu devia dizer "por favor" mais vezes...

Ele passou pela porta, deparando-se com relíquias das mais antiquadas às mais modernas, encobertas por cubos de vidro sob pedestais. Gambit sorriu, vitorioso, e puxou o que parecia ser um quadrado plastificado, mas que logo transformou-se num saco resistente...
Enquanto colocava tudo o que podia dentro, peças de AUGS e armas futuristas, que definitivamente valiam milhões, ele deparou-se com um pequeno bastão de ouro moldado por um dragão.

Uh, essa deve valer mais que todas. Apresse-se, Remy. Um minuto.


Oh, como ele saiu feliz dali. Com o saco em suas costas, passando novamente pelo corredor, ele estava mais do que pronto para pegar o elevador, vestir novamente seu terno e dar uma de desentendido na cara daqueles imbecis. Gambit aguardou o elevador.

¹ Todos amam
² Meu deus!
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Re: Lotus Cassino

Mensagem por Mega em Sex Jan 26, 2018 7:45 pm

— Eu to com uma porra de horário marcado e você não vai me deixar entrar?! Que caralho de segurança é essa? Eu não passei trinta minutos na hotline do “Stitch”, apertando botãozinho igual uma convidada de game show pra você me dizer que não vai me deixar entrar!




A voz alterada chamava atenção na entrada do Cassino. Mega LaBeau discutia com um homem japonês que deveria ser duas vezes seu tamanho tanto em altura quanto em largura, e não parecia nem um pouco intimidada. Pelo contrário: Os olhos azuis com escleras negras eram AUGS de alta qualidade e olhavam diretamente nos olhos do grandão. 




— É melhor você sair daqui antes que arrume problemas, mocinha. 




Mega teve que se conter. E se conter era algo no qual ela era péssima. Ela odiava que lhe chamassem de “mocinha”. Ela assentiu e colocou as mãos nos bolsos da jaqueta larga de couro, com o desenho de um tigre em estilo japonês nas costas. 




— OK. Tá bom, eu vou embora.




Mega deu as costas para o homem, que cruzou os braços, irritado. Mas do nada ela se virou e tomou impulso na parede para saltar e descer com o punho bem fechado sobre o rosto do grandalhão. 
Dois outros homens imediatamente vieram e a seguraram pelos braços. 


— TIRA ESSAS PATAS DE MIM! — ela deu uma cabeçada em um, que cambaleou para o lado, e o outro foi empurrado com o peso do corpo dela para longe. 





Mas antes que ela pudesse fazer mais alguma coisa, uma sombra cresceu atrás dela, e ela sentiu um braço ao redor de seu pescoço. Ela esperneou, mas sem resultado. Os guardas se levantavam e ela xingava alto, mesmo quase sem ar. 




A dor de ter seu rosto prensado contra o capô do carro de polícia só não era maior do que a dor do orgulho ferido por ter sido pega de surpresa. 




— ME LARGA FILHO DA PUTA! TUDO QUE EU DISSER PODE E VAI SER USADO CONTRA A CACHORRA DA SUA MÃE! — ela gritava, enquanto o policial a algemava e ditava seus direitos. Depois desse comentário ele bateu a cabeça dela no capô com mais força, provocando um corte no lábio. Ela ficou um pouco zonza mas ele logo a ergueu e se preparou para colocá-la no carro. E então... 




BOOM!! 




O policial e os três seguranças se l
abaixaram ao ouvir o estrondo, e viram o fogo dentro do cassino. Os três guardas correram na direção da explosão, e os olhos de Mega se prenderam na porta lateral. O policial a forçou para dentro do carro, mas ela usou as pernas para resistir. 




— CUMPRA SEU DEVER E VAI LÁ OLHAR, SEU MERDA! 




— CALA A BOCA E ENTRA LOGO AÍ! — ela tinha um jeito especial de fazer as pessoas perderem a paciência muito rápido. 




Afinal ele deu um golpe na perna dela e fez ela entrar, batendo à porta e ativando as travas. Mega gritou de raiva lá dentro, mas assim que ele virou a esquina, começou a se movimentar. As algemas que eles tinham colocado eram eletrônicas porém comuns. Pobre NTPD, sem investimento em tecnologia. O carro era uma patrulha antiga, e o policial estava sozinho. “Dois pontos pra mim.”




Os braços presos atrás do corpo, ela se deitou no banco de trás e virou o rosto ao usar o pé para chutar o vidro repetidamente. Inútil. Ela bufou, cansada. Mas então uma ideia veio em sua mente. 




— Mecha Fight, Engage Right Leg. — sua bota direita começou a ser ativada, como se ela fosse se conectar ao seu robô, Giga. Uma grande armação de metal cobriu seu pé, e ela usou isso para mais uma vez chutar o vidro, que rachou na primeira tentativa, e cedeu no terceiro chute. Chutando o resto do vidro para fora, ela tomou impulso e saltou da janela, dando uma cambalhota no chão e terminando agachada. Ela olhou ao redor, certificando-se que não havia ninguém por perto. Sua bota já havia voltado ao normal. 
Ela agradeceu mentalmente quem quer que tenha causado a explosão, e observou o lado do prédio. Precisava ser rápida, eles não demorariam a tirar o Sitch dali. 




As algemas impediam o uso dos complementos que ela usava nas mãos como manoplas, e eram apertadas demais para que, mesmo com sua flexibilidade de ginasta, ela passasse os braços por baixo do corpo, então ela soube que precisaria continuar com elas. Mega viu na escada de incêndio uma maneira de entrar, mas estava alta demais, e sem suas mãos era inútil tentar subir. Ela deu a volta por trás do edifício, tomando cuidado para não ser vista. Nos fundos, viu um carrinho de lençóis da lavanderia e se enfiou em um deles antes que o funcionário visse. 




— Jeff, querem toda a staff no saguão. Você não ouviu a explosão? 




Houve silêncio. 




— Jeff! Tira essa porcaria do ouvido cara! 




— Hey, o que foi, merda?! 




— Querem a gente no saguão, agora. 




As vozes se distanciaram e ela pode finalmente sair. Se esgueirando e aproveitando-se da confusão no saguão, Mega chegou aos elevadores e começou a subir, com um sorriso convencido, para o decimo terceiro andar, onde a suíte de Sitch provavelmente ficava. A luz parou no terceiro andar, e Mega estreitou os olhos. Quatro guardas entraram no elevador e a garota deu alguns passos para trás, as mãos ocultas atrás do corpo. 




Eles apertaram o botão do décimo andar e aguardaram. Usavam ternos de qualidade, e tinham tatuagens aparecendo acima do colarinho branco e nas mãos. Típicos membros da Yakuza.O rádio de um deles chiou. 




— Atenção todas as unidades, tem uma prisioneira à solta, ela estava sob custódia policial, mas o tira acabou de me falar que a janela do carro tá quebrada. Ela queria falar com o Senhor Sitch a qualquer custo, fiquem atentos. Pelo que sabemos ela pode ser quem colocou a bomba no saguão. 




— Informação recebida, Yukio. Descrição da suspeita? 




— Ela tinha cabelos claros, usava uma jaqueta com um tigre desenhado e os olhos delas tinham AUGS estranhos... ela não parece perigosa, mas agora não sabemos mais. 




“Não parece perigosa?” Mega fez uma careta irritada para a voz enquanto ainda desviava os olhos dos outros homens, tentando se misturar. Ainda assim, ela percebeu o peso do olhar de dois deles, os que estavam de cada lado dela. 




Os da frente não pareceram perceber e ficaram em silêncio. O da direita levou a mão ao bolso para pegar algo, enquanto o da esquerda olhou fixamente pra ela. Ela olhou pra ele e deu um sorrisinho. Ele estreitou os olhos, com uma cara fechada. 




— E esse tempo em Neo Tokyo que não muda né? — ela comentou, fazendo conversa fiada. O da direita sacou um bastão eletrificado, e Mega se viu obrigada a agir. Empurrando seu peso contra o  da esquerda, ela usou a perna para segurar o da direita contra a parede e chutar seu rosto. Aproveitando-se de sua tonteira, ela o empurrou para frente, e o taser atingiu o que estava na frente dele, atordoando-o. 




O que estava atrás dela agarrou seu corpo com os braços fortes, mas ela pensou rápido: 




— Mecha Fight, Engage Legs! — As armações de metal envolveram seus pés e ela impulsionou o corpo pra baixo e desceu os pés sobre os dele, esmagando-os. 




O homem caiu no chão urrando de dor. Afinal só restara o último, e ele havia sacado sua arma e apontava para a garota. Ela sorriu. 




— De joelhos! Agora! 




— Tudo bem! Fica frio aí, cara! Você é o cara com a arma, relaxa. — ela disse, mas ele não pareceu mais calmo por isso. 




Ela se abaixou e se preparou, enquanto o elevador finalmente chegava no décimo andar. Os AUGS oculares de Mega calcularam o melhor ângulo e as portas de abriram com um “Ding!” No milissegundo no qual o rapaz olhou para o corredor, Mega se reposicionou e deu uma rasteira. O homem caiu no chão do elevador e sua arma para fora. As portas se fecharam e ela sorriu erguendo uma perna para o alto. 




— GIGA RENDAN! — ela desceu a perna, golpeando bem o peito do rapaz. 




Quando as portas se abriram novamente, ela se deparou com um rapaz usando uma roupa de Mulher-Gato. Ela o olhou de cima abaixo, pronta pra insultar o estranho aleatório, mas seus olhos pararam nos dele. Familiares. As escleras negras só eram diferentes das suas por conta das iris vermelhas, enquanto as suas eram azuis. Os mesmos cabelos, o queixo de galã de cinema. 




— Remy?
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Re: Lotus Cassino

Mensagem por Gambit em Seg Jan 29, 2018 8:20 pm

Ah! Terminei o hack nas câmeras dos elevadores e parece estar seguro... não... peraí... o que é isso?

O elevador chegou ao segundo andar.

Ô Remy...


A porta se abriu, e o dorso de um dos mafiosos caiu para fora, logo aos seus pés.  

CORRE!

Mas suas pernas não se moveram. Seus olhos percorreram primeiramente a anarquia de corpos desmaiados de claros membros da Yakuza dentro da cabine para então se deparar com a anarquista. Cabelos descorados, como ele poucas vezes tinha visto na vida, uma jaqueta moderna, lábios brilhantes ao mesmo tempo que muito negros, e então aqueles olhos que pareciam um abismo de onde círculos azuis e brilhosos disparavam em sua direção.
Nenhum rastro de memória alavancara em sua mente até visualizar aquelas escleras negras. E então, depois, ele reconheceu tudo. O choque naquela expressão de galã de cinema foi muito visível.

- Mags?!

ISSO MESMO, UMA ASSASSI-... pera, QUEM?!

- É você mesma... petit?

Pelo amor de Deus, não me diga que é outra ex-namorada homicida-psicopata-sociopata-fatalmente-perigos-...

- Tais-toi¹, Receptador! Ela é minha irm-...

Uma pipocada de tiros disparou pelo corredor, fazendo com que Remy finalmente se movesse, um passo largo para adentrar o elevador e um giro veloz para que se pusesse de costas no painel de botões. Ele apertou o do térreo, a porta querendo se fechar, mas indo para lá e para cá graças ao corpo de um dos desmaiados que impedia a passagem. Remy abaixou-se rapidamente, era mais fácil puxar o dorso para dentro do quê querer empurrá-lo para fora, e assim o ladrão fez ao mesmo tempo que as balas atingiam a parede exposta do elevador e despedaçavam o espelho dali. A porta finalmente teve passagem livre e a cabine foi vedada dos disparos que se tornavam mais distantes agora.
Gambit se ergueu, olhando para Mega, que deveria estar na outra coluna do quadrado do elevador, logo ao seu lado.

- Dieu du ciel², Mags... eu não acredito... o-o que está fazendo aqui?!- ele tinha um misto de felicidade que era quase totalmente encoberto pelo choque da situação.

Olhe ao seu redor, imbecil!

A prisioneira foi vista há alguns segundos atrás no elevador no segundo andar! Atiramos para matar, mas foi em vão! O cofre do prédio foi esvaziado, ela é suspeita de estar fugindo com as relíquias!
- chiou a voz arfante num dos rádios dos corpos desmaiados.Perdemos o contato com as filmagens das câmeras, mas o elevador está se movendo ao térreo. Repito, o elevador está se movendo ao térreo. Cerquem-no!

- Ah, bem... como pode ver eu estou só de passagem.- ele abriu um sorrisinho nervoso.- De volta aos velhos tempos,non, petit?!

Eu odeio interromper a reunião da família LeBeau e eu tô tão chocado que você tenha uma irmã mais fodona que você, mas se não se importa, Remy, ela é o alvo de um bando de xing-lings armados até os dentes e VOCÊS VÃO MORRER SE NÃO AGIREM!- aquele grito fez Remy fechar um dos olhos, xingando o Receptador mentalmente. Provavelmente até Mega pudesse ter entendido aquelas palavras, percebendo o ponto em seu ouvido.

O elevador fez o "plim" de passar pelo primeiro andar. Em mais alguns segundos eles estariam no térreo... e havia uma grande chance daquele reencontro emocionante acabar com os irmãos virando peneiras.
Rapidamente, Remy pôs-se nas pontas dos pés, alcançando o teto do elevador com o dedo indicador. Ele desenhou um círculo que pintou-se com uma energia rosa-choque, para logo em seguida desintegrar completamente a área demarcada.

Ilustração:

- Laissez les bon temps rouller³.

Ele jogou o pacote com os itens roubados para cima e então deu apoio para que Mega subisse, alcançando o teto do elevador logo depois dela.
Quando o próximo "plim" surgiu e a porta foi aberta, o que encarou os canos frios das múltiplas metralhadoras erguidas pelos mafiosos do lado de fora foi apenas seus próprios reflexos quebradiços no espelho em pedaços.

- MALDITA!- um deles rosnou, observando o buraco no teto do elevador.

Não foi difícil alcançar o térreo pelo primeiro andar. Os seguranças que haviam se espalhado para tentar conter a situação dividiam-se no grupo espancado por Mega, o grupo que disparara no segundo andar e o grupo à espera nos elevadores. Os irmãos desceram a escadaria do primeiro andar com certa cautela, antes que se deparassem com o saguão principal do cassino completamente preenchido por bombeiros que tentavam conter o fogo e... seguranças... muito mais deles ali.

É agora que a gente canta aquela música da Cris Nicolotti?

- Bom...  já faz um bom tempo que eu não me sinto encurralado...

É só entrar uma mulher na sua vida que você acaba assim, Remy.

Gambit nem respondeu. Receptador tinha a capacidade de jogar umas verdades gratuitamente em sua cara...


¹Cale a boca
² Deus do céu
³ Deixe os bons tempos rolarem



Playin' for keeps is still playin', mon ami, so take a card...any card!
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Re: Lotus Cassino

Mensagem por Mega em Ter Jan 30, 2018 10:08 am

Não houve tempo para comemorações, para lágrimas e para emoção. Assim que Mega abriu um sorriso, a saraivada de tiros fez com que eles dois entrassem no elevador e colassem as costas nas paredes, sobressaltados. Remy puxou o homem que impedia a porta de se abrir e, com o pé, Mega chutou o botão de fechamento de portas repetidas vezes, até que o elevador começou a descer. Ofegantes, porém felizes, já tiveram que pensar em um plano de escape. 


“O que está fazendo aqui?!” 
— Ah, Remy, é uma história longa! Eu só queria um horário com o puto do Sitch mas os seguranças não me deixaram entrar. Aí eu tive que dar um jeito, sabe como é. Espera... Aquela explosão... Foi você? 


Ela riu. 


— Não acredito que ainda está usando esse módulo, seu louco! 


Ela não parecia brava, pelo contrário. Parecia feliz que ele tenha aprendido a controlar aquela tecnologia que nem ela mesma sabia os limites. 


— Só de passagem, eh? Os velhos tempos nunca passaram pra você, Remy. O que foi agora? Algum diamante bem grande? 


O grito no ouvido do irmão fez sua atenção se redirecionar. 


— Isso é um ponto? Tem alguém ouvindo? Quem é essa pessoa? Você confia nele? 


Ela o bombardeou de perguntas, porém Gambit já abria o buraco no teto, deixando ela mais uma vez impressionada com sua habilidade. Tomando impulso com a ajuda dele, ela conseguiu subir até o topo do elevador, mesmo com as mãos atadas. Era inútil tentar removê-las, porque geralmente elas vinham com explosivos embutidos. O mais sábio era deixá-las ali até que alguém as tirasse eletronicamente. 


— Engage Legs. — Ela disse, e as partes mecânicas surgiram em suas pernas outra vez. Enquanto Remy subia pela escadinha que levava até um largo duto de ventilação, Mega escalava com as pernas se agarrando ao concreto das paredes facilmente. Ganhando terreno através dos dutos, Mega foi na frente, pensando na rota de fuga. 


— Certo, irmãozinho. Tenho uma notícia boa e uma ruim. A ruim é que você não vai poder levar isso tudo aí, se quiser sair vivo. A boa é que eu tenho um plano. 


Ela parou pra pensar enquanto estavam sobre o duto de ventilação que alimentava o saguão principal. Mesmo naquela situação tensa, Mega se lembrou de sua infância entre as Damas de Companhia de Neo Orleans e depois entre A Guilda dos Ladrões. 


Até hoje ela se perguntava se as damas realmente achavam que tinham tirado a sorte grande quando encontraram duas garotinhas cegas (é dito que na época o Remy era tão lindo e tinha cabelos tão longos, que parecia uma menina), pensando em criá-las e um dia usá-los como atração. 
Os dois não demoraram a se mostrar muito mais habilidosos. Como animais que vivem no subterrâneo, eles não simplesmente aprenderam a depender de um bastão para se localizarem. Não. Eles aprenderam a enxergar, porém de forma bem diferente. Remy e Margot se conheciam tão bem que podiam dizer exatamente o posicionamento um do outro mesmo cegos. A partir dali, com o eco dos sons, as vibrações que chegavam aos seus pés e mãos, o cheiro distinto dos materiais que formavam as coisas, eles podiam ver, muitas vezes até mais longe que uma pessoa normal. Estar quieto o suficiente para ouvir o coração de alguém e saber se esse alguém está mentindo era excepcional. Eles praticamente nem eram humanos. Treinavam um tipo de luta de bastões entre si, o barulho do ar sendo cortado pela Madeira de um sendo a guia para a defesa do outro. 


Toda essa habilidade chamou a atenção da Guilda. Jean-Luc LeBeau, o Chefe, os adotou e levou para os Fangs, o grupo de crianças e adolescentes sendo treinados para serem exímios ladrões, e lá eles prosperaram ainda mais, especialmente depois dos AUGS oculares que lhes permitiu ver um ao outro (e ao mundo) pela primeira vez. 


Remy sempre foi um garoto prodígio. Usou seu tempo e seus admiráveis olhos novos para se tornar um ladrão ainda melhor, e seu charme e carisma desde pequeno garantia a ele a simpatia das pessoas. Já Margot... ela não se importava com simpatia. Nem com charme, muito menos com carisma. Ela não parecia alguém muito complexa. Veja bem, era bem simples: Você mexe comigo, ou com meu irmão, ou com qualquer pessoa com quem eu me importe: você vai levar uma surra. Era difícil ver um dia no qual ela não saiu na mão com alguém dos Fangs, ou na rua, ou na escola, ou mesmo na própria Guilda. Não importava o tamanho, a idade, o sexo, os AUGS. Mega não tinha medo de enfrentar quem quer que fosse por qualquer motivo que achasse necessário. Podia parecer fofo quando ela tinha cinco anos, mas Jean-Luc logo percebeu que sua natureza combativa e explosiva podia causar muitos problemas à Guilda. Ela era a garota problema. Dificilmente vista sem muitos cortes e hematomas pelo rosto e corpo. Consumidora compulsiva de bandagens e curativos. Por sua sensibilidade e le charme du Prince des Voleurs, ninguém nunca acreditava quando Remy fazia alguma merda, o que na verdade não era infrequente. Mas como estavam sempre juntos, a culpa sempre acabava caindo em Mega. Ela era a péssima influência para o Remy, Le Prince não deveria ficar tanto tempo com La Bête. Às vezes nem adiantava ele assumir a culpa, porque eles achavam que ele estaria só tentando livrar a barra da irmã, e o parabenizavam pelo comportamento altruísta. 


Na verdade, ela não se importava. No fundo ela sabia que Remy não aguentaria muito tempo nas celas solitárias, nem ficar sem comer por um ou dois dias, levar algumas surras. Ela realmente não tinha problema algum nisso. Às vezes era até relaxante ficar ali sozinha por um tempo, só você e os seus pensamentos. Remy era grato, então ela assumia a culpa de bom grado. 


A única vez que isso não aconteceu foi naquele maldito dia do casamento de Remy. Ninguém nem cogitara a possibilidade de Margot se casar com Julian, mas ela nunca havia deixado claro seus sentimentos de qualquer forma. Isso não importava. Remy e Belladonna se casariam e a paz entre as guildas seria alcançada... certo? Em teoria isso aconteceria, se um dos AUGS feitos por Mega não tivesse saído do controle e explodido o herdeiro dos Assassinos em mil pedaços. Aquilo havia sido sua culpa, e enquanto os ladrões lutavam seu caminho para fora dali, perdendo muitos bons homens no percurso, ela sentiu o peso de toda aquela merda sobre seus ombros. Era mais pesado que qualquer culpa assumida por Remy. Porém dessa vez eles não a ouviram. Não ouviram quando ela gritava que era culpa dela, ficando entre Jean Luc e um Remy coberto de sangue de outra pessoa, enquanto atrás do pai deles a mansão dos ladrões estava em chamas. Não ouviram quando ela explicava sobre os AUGS e sobre seus experimentos. Jean Luc apenas ergueu um dedo apontando para longe dali, e Remy seguiu a direção que ele apontava. 
Precisaram de dez pessoas para segurá-la aquele dia. Ela ficou presa na solitária um total de quarenta dias, porque sempre que saia deixava claro que não tinha a menor intenção de permanecer ali e de trabalhar para Jean-Luc do mesmo jeito que Gambit trabalhara. Ela ignorou o olhar culpado e entristecido do pai sempre que olhava para ela, certa de que, se ele estivesse mesmo arrependido, poderia simplesmente deixar Remy voltar. Ele não cedeu. Remy era um exemplo. Se ele fosse mole dessa vez, por que se tratava de seu filho, o respeito da Guilda por ele certamente cairia. Eu já mencionei que Mega não ligava pro que os outros pensavam? 


Então ela foi embora, e procurou por Remy por muito tempo. Mas ele havia sumido, era como se não quisesse ser encontrado. Ela respeitou sua decisão, e seguiu seu próprio caminho. E agora, tinha a chance de mais uma vez tirar o laço do pescoço dele e colocar no dela mesma. 


— Ok. Já sei o que fazer. Peça pro seu Operador redirecionar todas as saídas de ar pra cá e aumentar a potência. 


Quando isso foi feito, um forte vento começou a vir dos dutos naquela direção. 


— Agora desprenda esse dinheiro dos elásticos. A gente precisa de uma distração! 


Mesmo com as mãos atadas, ela calou as palavras de argumentação de Remy com um “psst!”, e com um olhar fez ele entender que era a coisa certa. 


— ANDA LOGO, REMY DEIXA O DINHEIRO IR! PÕE UM BOCADO AQUI TAMBÉM! 


Ela ofereceu o bolso do jeans, tentando não rir muito da situação. Ela estava feliz. Estava tudo dando certo. As notas se pregaram na grade, e ela pediu um último favor. 


— Pede pro Operador abrir essa saída. 


Assim que a grade foi aberta, tal qual uma persiana com vãos bem largos, as notas foram lançadas no ar sobre o saguão e logo as várias  pessoas ali dentro ergueram as mãos e começaram a pegar as notas que caiam. Perfeito. 


— Agora vai. Eu cuido do resto. — ela sorria. Antes que ele fosse, ela adicionou: 


— Remy? Não suma. 


Ela mesma tomou o caminho oposto e se esgueirou pelos dutos até que chegou em um banheiro. Abriu a porta e saiu em um corredor acima do saguão, sem se preocupar com se esconder. Esperava que tivesse dado tempo de Remy sair. Suspirou e continuou caminhando até que encontrou um grupo de guardas especiais armados com bastões eletrificados. Ela sorriu. 


— LÁ ESTÁ ELA! 


— EI VOCÊ, NÃO SE MOVA! 


— DEITA NO CHÃO! 


Mega ergueu uma sobrancelha. 


— Ora, decidam logo. 


— DEITA!! 


— Ok. — ela se agachou e em seguida deixou o corpo cair para trás, enquanto passava as mãos por baixo das pernas, deixando-as na frente do corpo. Seus olhos azuis brilharam enquanto ela analisava os inimigos. 


— Mecha Fight. Engage Arms!


Seus braços foram cobertos pela casca metálica que cobria suas pernas quando ela ativava as pernas e explodiram as algemas, libertando-a. Em seguida, o metal se reorganizou em manoplas grandes, ao mesmo tempo que as pernas ganhavam um aspecto que lembrava as botas de uma grande armadura. 






— REFORÇOS! PRECISAMOS DE REFORÇOS IMEDIATAMENTE NO CORREDOR D!! ALGUÉM NA ESCUTA? 


— Agora sim, eu to ficando animada. Rrrraagh!


Mega se impulsionou para frente quase sem esforço algum, o largo punho pronto pra quebrar alguns dentes. 


“Senti sua falta, irmãozinho.” 
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Re: Lotus Cassino

Mensagem por Gambit em Sex Fev 02, 2018 12:23 am

- Você gostou?- ele indagou quando ela praticamente se auto-confirmou depois da pergunta sobre a explosão, um sorriso crescente em seus lábios apesar da situação tensa e a morte que passara de raspão apenas alguns segundos atrás. Era sempre assim com Remy, até nas piores situações ele ainda era capaz de sorrir.
E diante da irmã, então... ele estava mais do que feliz. - Espere só pra ver o resto. Gambit vai te deixar orgulhosa. - sua periódica mania de falar de si mesmo na terceira pessoa soou, trazendo a nostalgia do passado mais à tona.

- Ha, se os tempos passassem pra mim ou pra você, eu tenho um forte palpite que não estaríamos aqui agora.- ele disse, como se toda aquela ocasião extremamente ferrada fosse uma benção. Antes que pudesse respondê-la, no entanto, houve a exaltação do Receptador e Mega lhe encheu com mais perguntas.- Sim, sim, um hacker-de-porão, sim.- foram as resposta dele, tentando acompanhar as perguntas dela.

Oi! Muito prazer! Eu, hã, bem...- ele tentou falar, mas aí percebeu que ela não lhe ouviria. Ele bufou com as palavras que ela ouviu de Remy, no entanto.Hacker de porão é a sua-...

Eles tiveram que se apressar, e Gambit seguiu pelos dutos logo atrás da irmã. Huh, old-fashioned. Aparentemente, aquelas passagens eram definitivamente mais largas e bem mais resistentes, aguentando os dois irmãos ao mesmo tempo. Um ponto para Neo Tokyo.

Fazia anos que ele não entrava em dutos - na verdade, a última vez que fizera isso foi quando ainda era definitivamente menor no tamanho e tinha doze anos de idade, ao invadir, juntamente à irmã,um shopping na zona de Neo Orleans, o que culminou com Mega escapando com facilidade e ele, para se amostrar - ah, porque ele tinha essa mania quase irritante de querer se superar - tentando alcançar a saída pelos tubos de ventilação, mas o máximo que conseguiu foi cair bem na sala dos seguranças.
Oh, ele conseguiu escapar dessa, é claro... depois de soltar-se facilmente das algemas dos policiais e roubar a viatura, chegando na Guilda com as sirenes piscando e assustando a todos. E da pior forma para um ladrão: de mãos vazias.
O pequeno Remy tivera seus altos e baixos, mas naquele dia ele definitivamente teria parado no castigo, seu pai Jean-Luc estava furioso com o acontecido, pronto para atirar quem quer que estivesse no carro na mais profunda cela solitária abaixo da mansão... e, quando chegou lá, viu a petit Margot segurando o volante, com um Remy ao lado do carro indagando sem parar "que diable fais-tu?!¹".
Ela chegara ali antes de todos, arrancara-o do volante e se recusara a sair dali. Ele indagava indignado, pois ele não queria, não queria que ela tomasse a culpa, ele nunca quis.
No entanto, ninguém acreditou quando ele tentou contar a verdade, pois a cena que todos presenciaram soou totalmente contrária à ela.
Ainda assim, enquanto La Bête era levada para o castigo, ele viu aquele sorriso no rosto dela... aquele sorriso triunfante e feroz.
Ele engoliu o próprio orgulho, e agradeceu dali em diante, todas as vezes que ela se propunha a fazer o mesmo.
Porque no fundo Remy sabia que a irmã podia se cuidar. Talvez até melhor do que ele. Ela podia atrair os próprios problemas, mas se tinha uma coisa que ela não fazia era fugir deles. Jamais.
Ele, por outro lado... desde o casamento, desde que sua vida havia virado do avesso, passara a maior parte dos anos fugindo de muitas coisas. A vergonha, a traição, a saudade. Sentimentos que jovem Le Prince jamais imaginava que pudesse sentir.

A princípio, Remy se gabava por ter poucos sentimentos. O fato é que poucas pessoas sabiam, talvez apenas a família LeBeau em si, mas o casamento com Belladona Bourdreaux fora completamente arranjado. Desde que recebera seus AUGS oculares, a pedido de seu pai, o pequeno cajun foi ordenado para que observasse a igualmente pequena Bella, e foi quando ele a salvou de um sequestro(completamente forjado pelos próprios ladrões) pelos becos de Louisiana que eles começaram a se entrelaçar. Não foi difícil que a menina se encantasse pelo charme de Remy, que encantava a todos. E então eles cresceram prontos para o matrimônio.

- Diga-me que você sabe o que isto significa.- Jean-Luc terminava de fechar os botões do terno do filho, enquanto Remy tentava não olhá-lo exatamente nos olhos.
- É o dia do meu casamento, pai. Eu entendo bem isso.
- Então você não entende nada.- os olhos de Jean-Luc, cortantes como conseguiam ser, encararam o filho.- Isso não é um casamento, é um acordo de paz. O nosso clã está sendo destruído, estamos perdendo a rixa com os assassinos. Portanto, meu filho irá se casar com a filha de Marius Boudreaux... e então seremos uma só família.
Remy suspirou pesarosamente.
- Quantas vezes eu vou ter de ouvir isso, père?
- Quantas vezes for preciso. Eu temo por você, Remy. Você tem uma tendência romântica. Uma alegria sincera. Uma perversa fraqueza pelos galanteios e cavalheirismo.
- Preferiria que fosse Mags no meu lugar, então?- ele soergueu uma sobrancelha, confuso.- Toda essa coisa foi ideia su-...
- Um ladrão deve ser pragmático, sobre todas as coisas. Não dado a sentimentalismo. Não deve correr para resgatar uma donzela em perigo, ou perder seu tempo comprando atos aleatórios de redenção com gentileza... sua irmã, Remy? No fundo, eu sei o quanto ela é passional. Até mais que você.

Talvez nenhum de seus filhos tenha aprendido a lição.
Tudo programado. A união das Guildas, a paz, o impedimento de mais mortes entre os conflitos sangrentos. Os ladrões haviam apostado tudo no prodígio príncipe...
E ele havia deixado tudo ir pelo ralo.
Belladonna ficara para trás, magoada pela perda do marido, que ela em toda sua personalidade arisca, realmente amava, e irada pela morte do irmão.
Os Assassinos partiram para cima dos Ladrões, e o pior conflito entre eles aconteceu naquela noite.

- Va, et ne reviens jamais.² - foram as palavras de Jean-Luc, reverberando por sobre os gritos de Margot, enquanto ele apontava o dedo para a direção oposta à base da Guilda em chamas.

Antes que Remy pudesse dar um passo para longe, ele abraçou a irmã. Ele podia estar coberto com o sangue de Julien, mas ele não podia adiar aquele gesto. Manteve-a ali com força para que ela não esperneasse mais, porque por incrível que pudesse parecer, Remy estava calmo. O ódio pelo erro fervia por dentro, a vergonha e a tristeza do exílio iminente e em sua mente ele sabia que preferiria morrer à separar-se de sua família. Ele realmente tinha aquele clã como se fosse tudo... aquele clã, e Mega.
Em alguns segundos ele não teria nenhum dos dois.

- Remy, eu... eu sinto muito...
- Não sinta, petit. Não foi culpa sua.
- É CLARO QUE FOI! EU CRIEI A MERDA DESSA ARMA, EU... faça esses putos me ouvirem!- ela quase esganiçou.- Por que eles não me ouvem?!
- Eles já ouviram demais, Mags.

Ouvir o choro desesperado da irmã cortava-lhe o peito de tal forma que ele precisou conter a si mesmo para não deixar nenhuma lágrima escapar. Foi quando sentiu que ela desatava em seus braços, e olhou-o no fundo dos olhos, aquelas íris tão opostas e tão iguais se encarando.

- Me leva com você.- ele nunca a ouviu dizer algo tão firmemente como naquela vez.- ANDA! Podemos fazer isso! Ninguém precisa deles, nós já não pertencemos mais aqui!
Houve um momento de silêncio antes que ele pudesse responder... seu coração se partindo em mais alguns pedaços.
- Não.- talvez tenha sido a primeira vez que ele dirigira àquela palavra à Margot. E Remy soou seco.- Você não vem comigo. Já chega, Mags. Já chega de culpa. Você pode sobreviver aqui dentro, aos castigos, a essas celas frias, à falta de comida, se adaptar ao desconforto... mas o mundo lá fora, petit? Para um exilado? Vai quebrar seu coração em pedaços.  
- QUE PORRA DE PAPO É ESSE?- é óbvio que ela não aceitou.- A ÚNICA FAMÍLIA DE VERDADE QUE EU TENHO É VOCÊ! CALA A BOCA, REMY, VOCÊ NÃO VAI SEM MIM! NÃO VAI,
PORRA!


Ela se desvencilhou dele imediatamente, rosnando para o pai atrás de si.

- ELE NÃO VAI SEM MIM!- ela gritou em plenos pulmões.- ARRANQUE MEUS MALDITOS OLHOS FORA SE VOCÊ ACHA QUE ISSO ME FAZ TER UMA DÍVIDA COM VOCÊ, JEAN-LUC, EU TÔ FORA DESSA GUILDA!

Foi horrível assistir ela sendo domada pelos hommes. Ele deu meia volta, o dedo de Jean-Luc ainda estendido. E Gambit prosseguiu.
Em algum ponto onde seus sapatos apertaram de tanto andar, ele viu Belladonna. Chorosa, ela quis se abraçar a ele, mas ele segurou os pulsos dela com força.
Ele não sentia remorso. Não depois de ver Mega aos prantos. Nada podia machucá-lo mais do que aquilo, não havia outra mulher chorando que pudesse compadecê-lo da mesma forma. Apenas o ódio, pela primeira vez, lhe havia tomado.
Ele odiara Belladonna. Em um momento ele realmente apaixonara-se por ela, e depois daquela noite, a qual sua agora ex-mulher convencera Marius a contentar-se com o exílio de Remy e não sua morte, ele a odiou veemente.

"Um homem que se casa com uma assassina deve ter o direito da vontade de morrer. E você me tirou isso, Belladonna. Se continuar se remoendo por mim, eu te dou um ano, talvez dois para que você comece a odiar minha lembrança. Então eu posso poupá-la tempo... e fazê-la me odiar a partir de agora."

"O mundo lá fora vai partir seu coração em pedaços". Remy estava certo, mas estava mais certo sobre si mesmo do quê sobre sua irmã.
Depois do incidente com Os Carrascos, um grupo a qual ele se unira em troca do controle de seus AUGS, que massacrou pessoas inocentes sem dó nem piedade, ele quis se apagar do mundo.
Portanto, ele de fato não deixou pistas. Não queria se encontrado caso alguém estivesse procurando por ele.
Mas não havia tempo para pensar no remorso agora, uma vez que tudo o que ele sabia é que sua irmã estava ali... aparentemente bem... e inteira como sempre.

- Você ouviu, Receptador.- ele confiou nela, como sempre confiara e, porque Remy o fez, Receptador também. O vento emergiu logo pela tubulação.

No entanto, diante das próximas palavras dela, Remy piscou os olhos uma, duas, três vezes...

Você ouviu, cajun.

Ele estava pronto para dizer "alguma chance de uma segunda opção?", mas foi calado por Mega no mesmo segundo. Num suspiro sentido e a cara mais lavada de quem está dando um filho para adoção, ele fez o que ela pedia, também enfiando algumas notas nos bolsos dela. Ele estava praticamente pagando-a pela fuga e, por mais que estivesse cabisbaixo,  Gambit quis rir também.

- Olha só, Receptador vai perder o emprego dele...

Você sem mim nem lava suas cuecas, falow?

A chuva de cédulas altas aconteceu logo em seguida.

- Taí, eu nunca achei que fosse virar um Robin Hood um dia...- ele a olhou quando ela mandou que fosse, e pensou em protestar, mas aí aquela mesma sensação lhe veio. Aquele sorriso... Gambit engoliu seu cavalheirismo nato, e afirmou com a cabeça.- Meio irônico pedir isso para um ladrão, non? - ele riu.- Nunca mais, petit. E ainda dou uma semana para você cansar de ver tanto a minha cara.

Tô quase chorando... é sério.

Com um riso, ele prosseguiu pelo lado oposto ao que Mega fora. Remy saiu logo na sala onde guardavam-se os objetos de faxina do Cassino, e por ali mesmo ele encontrou uma janela, vendo que um carrinho de lavanderia prostrava-se sozinho lá embaixo. Ele amarrou bem o saco de dinheiro e jogou-o perfeitamente no meio dos lençóis e roupas, para logo em seguida tratar de vestir seu terno branco novamente.
Ele jogou os cabelos lisos para trás, colocando novamente seus óculos escuros.

- Ah... deixar uma garota como ela tomar a linha de frente acaba com o orgulho de qualquer cara...

Faz você parecer a fêmea da relação.


No saguão, Remy ouvira a balbúrdia, os gritos de Mega misto a confusão com os seguranças. O grupo de desesperados ainda continuava tentando pegar as cédulas que choviam do teto, e outro grupo de pessoas havia sido contido pelos seguranças, postos em um canto do Cassino para livrá-los de perto do fogo e da confusão. Foi justamente a essas pessoas que Remy se misturou, até que um dos seguranças rangeu os dentes ao vê-lo ali.

- Poxa, eles deveriam melhorar a segurança desse local, non? Que perigo... primeiro a explosão,
agora uma criminosa...
- ele conversava, teatralmente indignado, com a mesma garçonete de minissaia com a bandeja de palitinhos de queijo.

- SEU MALDITO LADRÃO!- o segurança o prensou contra a parede, enforcando-o momentaneamente.- ME DIGA! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ ENVOLVIDO NISSO!

- Hãã, eu não faço a menor ideia do que você tá falando, xing-ling. Eu tava aqui de boa...

- Pare!- exclamou a garçonete ruiva.- PARE, BRUCE! Este rapaz estava comigo esse tempo todo!

O segurança pareceu confuso... e ele rangeu os dentes ao ter que se desvencilhar de Gambit.

- Isso é verdade?!

- Não duvide dos gritos de uma moça, mon ami.

- Grrr!- o segurança pareceu pronto para desferir um golpe contra Remy, mas foi impedido por outro segurança, e por uma voz que soou logo atrás de si.

- Já chega, Bruce... nós não tratamos nossos convidados assim...- Kimimaro Sitch estava ali, com a mesma expressão de poucos amigos. Ele percebeu que todos os outros clientes estavam olhando as "falsas acusações" do segurança para com Gambit, e então acrescentou:- Perdoe-me, senhor LeBeau. A criminosa já foi definitivamente entregue à polícia.

Gambit soergueu as sobrancelhas, e prestou atenção quando Mega era retirada aos trancos e barrancos por quase dez policiais ao mesmo tempo, gritando e esperneando.
Ele sorriu.

- Pois bem, Sitch. Você devia mesmo tratar melhor seus convidados.... principalmente os que querem falar com você. Acho que tudo isso podia ter sido evitado se você tivesse... um pouquinho de bom senso.- com um sorrisinho triunfante e irritante para Sitch, Remy deu meia volta, depositando um beijo no canto dos lábios da garçonete, que corou e sorriu maravilhada, em transe, e então ele se virou para ir embora.- Sorte a minha que existem Cassinos melhores na região.


- Não se afobem... não será nós que vamos pegar o engraçadinho.- disse Kimimaro para seus seguranças, enquanto observava Remy deixar o Lotus. Aparentemente ele não tinha engolido a história.- Ele vai ter o que merece... em breve.

Gambit acenou um tchauzinho, antes de ir para fora do lugar. Ele viu as viaturas se afastando, observando-as dobrarem a esquina, e então deu à volta no prédio, alcançando o carrinho da lavanderia, onde seu saco de dinheiro jazia intacto.
Bem menos pesado do que deveria, mas intacto.
Ele chamou um táxi, e deixou o bairro japonês da mesma forma que entrou...
Com estilo.



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