Neo Tokyo
É com todo o prazer que damos as Boas Vindas a Neo Tokyo!

O fórum se passa em um mundo futurístico, cyberpunk, onde as grandes corporações e as máfias dominam todo o giro de capital.
Desde os altos arranha-céus da Cidade Alta até as ruas sujas e cheias de mendigos e doentes do Distrito 8, o mundo é dominado pelas modificações corporais e pelos implantes de aumento de habilidade, ou AUGS.

Desenvolva sei personagem, com suas habilidades e fraquezas e escolha seu local de moradia de acordo com seu passado e presente, e acima de tudo: divirtam-se!

Interior da Mansão

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Interior da Mansão

Mensagem por Riza Nakano em Qua Dez 27, 2017 3:26 pm




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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Katherine Black em Sab Jan 13, 2018 6:59 pm

Kit Black enfrentara as ruas caóticas de Neo Tokyo com a maior velocidade que possuía para chegar rapidamente a mansão de seus mestres. Ela estava de folga junto a Lennart Requiem, o guarda-costas dos Lindberg, numa cyber-cafeteria, o que fora um encontro totalmente casual. Entretanto, a mensagem do que acontecera ao Vortex Clube chegara inicialmente para o rapaz e, sabendo que Beyond, Dita e Alessa estariam por lá, eles poderiam ter sido atingidos também. 


Com isso em mente, os dois se separaram, cada um visando encontrar seu grupo o mais rápido possível. Katherine optara por não passar no Clube, ela conhecia seus patrões muito bem, se estivessem vivos já teriam ido embora de lá a muito tempo. E apesar da clara preocupação que sentia - totalmente sem razão, visto quem eram seus patrões - ela tinha a impressão que estavam vivos.


Então, ela rumou para o bairro americano, para a mansão Darkness. Chegando ao portão da propriedade, não viu ninguém. Ela usou o cartão de acesso que possuía e seu código para entrar e correr pelo gramado da frente, irrompendo pela porta principal como um foguete.


- Mestres!?



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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Beyond Darkness em Dom Jan 14, 2018 9:38 am

Os muros que cercavam a mansão não realmente deixavam transparecer qualquer movimento que houvesse do lado interior, tapando completamente a construção para os que estavam do lado de fora. E do lado de fora a mansão parecia deserta.
Um lugar como a Darkness Manor necessitava de segurança triplicada, uma vez se tratando da base residencial de um grupo de pessoas que costumam acertar suas contas, muitas vezes, de forma definitivamente perigosa e nada realmente amigável, fazendo tantos aliados quanto inimigos neste processo. Apesar do real trunfo de defesa estar dentro da mansão, o que era uma tática duvidosa, sempre costumavam haver guardas armados até os dentes nos arredores da mansão. Homens alertas e escolhidos a dedo para exercerem a função de não apenas defesa, mas contra-ataque, que costumavam seguir posições estratégicas pelo enorme gramado ao redor da casa e na cobertura da mesma, sempre prontos para qualquer tipo de complicação.
No entanto, naquela noite havia algo diferente.
Não haviam apenas homens com seus fuzis de assalto e metralhadoras a lazer andando para lá e para cá. Não. O que marcava o gramado naquela noite eram esteiras metálicas que carregavam carcaças blindadas com compactos canhões apontados para as mais diversas direções. O rolamento emitia uma energia azulada que fazia  As máquinas não tinham um tamanho fora do comum, de modo que se assemelhariam à carros normais não fosse sua estrutura bizarra e seus franco-atiradores.
Cada um possuía um farol potente, e todos ao mesmo tempo miraram em Katherine quando ela adentrou além dos portões que cercavam a propriedade.
A notícia do ataque à boate já havia chegado ao ouvido dos americanos, é claro, e muito embora não houvesse pânico registrado naquele bairro,  os Darkness estavam preparados. Como sempre.

Spoiler:

- Parem, é a Kat!
- disse uma voz conhecida. Era Bernardo, talvez o único homem fora dos tanques. Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, a menina empurrou a porta principal.

A visão de Katherine foi simples, mas talvez difícil de assimilar para alguém preocupado que talvez estivesse esperando descobrir algo muito pior - ou  muito melhor.
A sala da frente, recheada de cores escuras, parecia vazia... não fosse o rastro de sangue pelo chão, ainda fresco, que culminava em um Beyond Darkness virado de costas, retirando seu chapéu vermelho e o deixando sobre a mesa de centro enquanto seus cabelos longos desenrolavam pelas costas.

- Barulhenta como sempre, kitty-Kat.*.- seu tom de voz era simpático, como quem dá saudações, apesar de suas palavras e de seu estado... completamente grotesco. Ele parecia que havia acabado de chegar.- Hoje não era seu dia livre?

*Traduzindo literalmente fica gatinha-Kat.


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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Katherine Black em Dom Jan 14, 2018 11:50 am

Kathetine não se importou com os tanques. Se ela sabia que não atirariam nela, ou se simplesmente não lhes percebera, era impossível saber. Ela não chegava a ser uma tola, mas as vezes agia totalmente guiada pela emoção.

Ao entrar na sala escura, ela resfolegou, a mão indo para o coração e pousando sobre ele, seus olhos seguindo a trilha de sangue. A garota ficou imediatamente pálida, mas focou-se em Beyond, que a despeito de seu "estado" parecia bem.

- Mas mestre Beyond, eu soube do sequestro e... o senhor está sangrando... tipo muito.

Parecia um comentário bem óbvio, mas a indiferença de Beyond sempre deixava-a perplexa. Não que não tivesse visto coisas piores... trabalhando naquela mansão, Kit já vira coisas que fariam a maior parte das pessoas terem pesadelos para o resto da vida.

- Eu... posso ajudá-lo em alguma coisa? E quanto a Mestra Alessa?



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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Beyond Darkness em Dom Jan 14, 2018 1:57 pm

- E por isso você decidiu vir até aqui mesmo em seu dia de folga?- ele indagou com um timbre meio impressionado, como se fosse ele no lugar dela provavelmente não tomaria tal decisão. A relação dos Darkness com seus subordinados era algo complicado, principalmente se tratando com Beyond, mas ele pareceu admirar o esforço da maid. No fundo, o Red Angel tinha muita curiosidade sobre como Katherine Black parecia amar tanto seu trabalho ao mesmo tempo que era alguém tão diferente da maioria dos mafiosos daquela família.
Bem... ela não era sádica, nem fã de violência, tampouco abrira mão de sua empatia. Muito pelo contrário...
Talvez fosse por isso que ele tivesse um prazer mórbido em questionar suas atitudes, mas Kit deveria saber que Beyond sempre acabava satisfeito com ela.- Você é mesmo surpreendente, Katherine.

Ele retirou o sobretudo, praticamente descolando a peça de roupa do corpo, para dobrá-la em seu braço, virando-se para Kit. Apesar de suas mangas brancas da camisa social estarem manchadas aqui e ali de vermelho, graças aos projéteis que haviam entrado em seus braços, havia uma parte de seu colete negro completamente queimada. À altura do estômago, um grande rombo sangrento e faiscante que certamente precisaria de um bom reparo.

- Sim, eu vou precisar de você na minha ala. Dita foi capaz de trazer Alessa em segurança. Eu acabei de chegar, mas você sabe... basta apenas dizer o nome dela para que ela apareça.

Dito e feito.

- BEEEEYOOONNND! KIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIT!- descendo as escadas forradas com o mesmo tapete escuro que cobria todo o lugar, provocando barulhos apressados e ocos, Alessa fez-se presente, correndo para abraçar a empregada. Katherine poderia notar que a ponta do nariz de sua mestra estava manchado de um pó branco, o que poderia significar que ela já estava em casa há algum tempo, provavelmente tentado relaxar depois de tudo. - EU DISPENSO VOCÊ POR UM DIA E TUDO VIRA UM CAOS!

Ela suspirou pesarosamente de maneira exagerada, dando um beijinho estalado na bochecha de Kit para em seguida separar-se dela. Alessa cruzou os braços, levando consigo as abas do hobbie vermelho de renda quase totalmente transparente que vestia, e então virou-se para Beyond.

- Estou puta com você. Salvar Riza Nakano E ME DEIXAR NA MÃO?! VOCÊ TEM AO MENOS IDE-...Oh. - ela fez quando finalmente pareceu notar o real estado de Beyond e o ferimento em sua barriga. Alessa geralmente era lenta para perceber qualquer coisa no meio de suas broncas, mas aquilo a fez parar, afinal não era segredo para ninguém o quanto ela era obcecada por B.- DEUS DO CÉU... O QUE ESSES DESGRAÇADOS FIZERAM COM MEU CACHORRINHO?!!- num misto de raiva e pena, os olhos quase lacrimejando, ela aproximou-se de B como quem faz as pazes e envolveu seu braço com as próprias mãos pequenas.- EU VOU DECLARAR GUERRA AQUELES ALEMÃES DE MERDA, EU JURO!

- Eu tentei impedi-la.- a voz soou da escadaria, e Dita estava ali no canto, com o mesmo vestido ainda do evento beneficente, e dirigiu um sorriso cálido pintado de vermelho à Kit.- Katherine, é tão bom revê-la. Creio que você chegou bem na hora. Alessa precisa dormir antes que vá declarar guerra e sabe-se lá o que mais agora... já que está aqui, poderia preparar o remedinho dela?

À aquela altura, Alessa sequer ouvira Dita, já que não parava de gritar, completamente contrariada, ainda tagarelando sobre o quanto aqueles nazistas-de-merda iriam pagar caro...


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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Katherine Black em Seg Jan 15, 2018 10:19 am

- É lógico, afinal vocês são meus mestres! - ela respondeu com um tom de convicção que tinha muito de simples. Às vezes, Kit transparecia a lógica de uma criança. Para ela, aquela afirmação era o mesmo que dizer "o céu é azul" ou "o sol nascerá todas as manhãs". Era uma certeza praticamente inabalável. Seus grandes olhos claros piscaram com o elogio, e um pequeno sorriso surgiu no rosto dela, suas bochechas pintando-se de vermelho. Aquele rubor sutil sempre aparecia quando alguém a elogiava. - Isso é bom... não é?


Ela voltou a atenção para o corpo de Beyond, sua visão pairando sobre o buraco em sua barriga. Katherine não deixou de estremecer, apesar de conhecer do que Beyond era realmente feito, não poderia dizer que aquilo era um ferimento qualquer. Ele sobreviveria, é claro... mas aquela quantidade de sangue fez com que um profundo mau estar se abatesse sobre ela.


- Céus, o que atingiu o senhor, uma bala de canhão? - meio relutante ela chegou mais perto para observar o estrago, sabia que teria ajudá-lo mais tarde, portanto ficar enrolando não era uma opção. - Certo. - ao saber sobre Alessa, houve um alívio instantâneo, e como fora dito por Beyond, ela rapidamente aparecera. Kit endireitou-se e sorriu. - É como se fosse uma invocação.


Ela não percebera a presença de Alessa na mansão antes, talvez sua audição estivesse muito voltada para as palavras de Beyond para abarcar todo o perímetro ao qual normalmente chegava. Katherine não fez qualquer menção ao pó branco em seu nariz ou ao robe quase que indecente que usava, não era função dela julgar aquelas coisas. A garota retribuiu docilmente o abraço, talvez fosse uma das únicas pessoas a realmente ter apreço por Alessa, independente do quão irritante e maligna ela conseguia ser.


- Acho que minha carga horária vai acabar aumentando um pouco. É bom saber que está bem, mestra. - ao ser solta, a garota observou a já imaginada cena de Alessa, saber que Beyond salvara Riza em detrimento da pequena líder não era muito uma novidade... na verdade, era algo até mesmo esperado. Claro que o fato de Riza estar envolvida era um pouquinho digno de relevância, aparentemente outra pessoa que despertava interesse em B. E Kit sabia muito bem que aquilo poderia ser tanto uma bênção quanto uma maldição. Ela deixou isso momentaneamente de lado para dirigir-se a Dita. - É bom ver-te também. Eu vou colocá-la na cama.


Katherine fez uma mesura, passando o braço calmamente pelo de Alessa e incitando-a a subir novamente as escadarias para o andar superior e seu quarto. Sua intenção era de fato po-la para dormir e retornar para tentar dar um jeito na ferida grotesca de Beyond... ou resolver qualquer outra coisa que ele tivesse em mente ao mandá-la ir para a sua ala pessoal.


Kit era contra guerras, mesmo que entendesse a razão por trás das mesmas. Ela também não era a favor do uso de drogas, mas Alessa e mais outros tantos na mansão usavam. De qualquer forma, dar a garota seu remedinho não era algo que gostava. Mas, como esperado da boa empregada que era, não discutia, apenas fazia. Além do mais, eram poucas as pessoas que eram de fato gentis com a garota, Kit evitava negar-lhe a maior parte das coisas que pedia. É claro, desde que elas não envolvessem a tortura e morte.


A maid adentrou os aposentos privados de Alessa e levou-a até a cama, fazendo-a se deitar. Ela afastou-se para pegar uma agulha devidamente esterilizada, já era ruim injetar algo praticamente fatal na veia de alguém, Kit nunca admitiria que qualquer infecção fosse transferida no processo.
A garota aprendera a preparar o dito remédio justamente por causa de Alessa, já que nunca vira ou utilizara-o antes. Após fazê-lo, com o mesmo cuidado de um médico ao tratar um paciente, dosando perfeitamente para não haver qualquer risco de overdose, ela dirigiu-se a líder novamente para injetá-la em sua veia.


- Pronto, mestra. Agora você precisa descansar, tudo bem?



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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Beyond Darkness em Ter Jan 16, 2018 5:13 pm

Beyond não realmente respondeu à pergunta de Kit, limitando-se a observar sorridente a ruborização que acontecia em seu rosto delicado em silêncio, o que talvez pudesse pintá-la de vermelho um pouco mais.

Foi quando Alessa chegou em seu estardalhaço usual e, ao mesmo tempo que um Beyond completamente desinteressado nos surtos da menina desviava o olhar para analisar uma de suas luvas ensaguentadas como se fosse a coisa mais interessante do mundo, Dita, que observava a cena na escadaria, perguntava-se mentalmente como os gritos da líder Darkness não eram capazes estourar aquelas orelhinhas de Katherine.
A mulher sorriu docemente. No fundo, também admirava Kit e todo seu esforço para com os que se denominavam da máfia americana. Aquela menina estava no lugar errado... mas era esse lugar que ela chamava de "lar".

- O que faríamos sem você, Katherine?
- ela indagou retoricamente, num elogio embutido naquela voz aveludada que apenas Dita conseguia fazer, dando espaço para quando a maid prontamente levava Alessa para o andar de cima.

- Ah, não se preocupe! Eu posso pagar mil horas extras pra você, Kit!- foi o primeiro comentário de Alessa que não foi sobre como ela iria declarar guerra aos alemães, e a menina agarrou-se ao braço da empregada como se fossem grandes amigas.

Era um fato que apenas Katherine Black e somente ela eram capazes de fazer Alessa Darkness desgrudar de Beyond. Nem que fosse apenas por um momento. Quando ambas subiram para o quarto, a Darkness de curvas voluptuosas dirigiu-se para perto do irmão, pondo-se diante dele e levando uma mão até o queixo ao observar a ferida no abdômen dele.

- Apenas você saiu pingando assim?
- O garoto Lindberg. Ele vai perder a perna.
A mulher soergueu uma sobrancelha, aparentemente surpresa, tentando processar a informação. Ela não podia exatamente imaginar que Edrik, o rapaz com quem ela conversava tão prazerosamente apenas algumas horas atrás, havia sido alvejado na confusão e ganhara um ferimento permanente.
No entanto, o que ela disse a seguir pareceu-lhe uma dúvida que ela estava guardando já há algum tempo:
- Não é isso que está incomodando você, é?
- Eu pude ver aquele olhar em cada um dos olhos dela. Até o azul queimava como o fogo do inferno. A princesa vai vingá-lo.
- Se ela matar um membro da máfia alemã, entrará em guerra primeiro que nós.
Ela ouviu o riso de Beyond diante de sua fala. Ele não parecia nem um pouco preocupado.
Pelo contrário... ele parecia ansioso. Ansioso para ver a grande confusão que estava por vir.
- Talvez essa seja a chance parar tirar aquele velho do poder.
- Você quer mesmo que Nymeria assuma o poder, não quer?
- Eu quero o que ela quer.

Dita sorriu. Um sorriso um tanto triste, mas ela aproximou-se dele, erguendo os braços para colocar o rosto de B entre as mãos, e então encarar os olhos dele mais de perto. Embora seus olhos fossem tecnicamente iguais, ela quase podia ter certeza de que os dele brilhavam mais. Muito mais.
A mulher chegou perto o suficiente para depositar um selinho nos lábios dele, que não foi retribuído, mas ela já parecia acostumada a isso. De toda forma, ela sussurrou:

- Você age como se ela tivesse salvado você, mas ela foi apenas a primeira a matá-lo.
- Qual a diferença?  

As palavras de Dita pareceram secar sobre sua língua ali. Ela enrolou uma mecha dos cabelos dele num dedo, antes de afastar-se para um dos corredores.

- Preciso de um banho. Ainda estou coberta de sangue. E você devia seguir meu exemplo... depois de fechar esse rombo horroso.- ela disse divertidamente, rindo ao dobrar o corredor.


Por sua vez, Alessa ainda tagarelava qualquer coisa quando a agulha fincou sua pele, tão delicadamente como apenas Katherine conseguia executar. Não demorou para que as íris falsamente vermelhas da menina subissem as orbe, o corpo se encolhesse todo para depois se espreguiçar, desmoronar, e ela suspirou profundamente ao murmurar um "boa noite, Kit-Kat...!" para a empregada.

- Uma bala de uma arma modificada da Segunda Guerra Mundial.- a voz soou logo atrás da maid. Encostado na porta estava Beyond, apenas com suas roupas sociais. Não dava para dizer se ele parecia menos intimidar sem o casaco, os óculos e o chapéu, mas ele definitivamente esbanjava-lhe um sorrisinho amigável ao, finalmente, responder sua pergunta.- Talvez uma bala de canhão tivesse feito menos estrago.

Ele girou sobre os próprios calcanhares, e a chamou com um gesto.

- Eu preciso de você, kitty. Se não se importar...


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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Katherine Black em Qua Jan 17, 2018 6:33 pm

Se a intenção de Beyond era deixá-la um pouco mais vermelha, ele acertou em cheio. O rosto de Kit por um segundo avermelhou-se como um tomate, o que seria bastante vergonhoso, mas Alessa chegara para salvá-la de seu pequeno constrangimento.


- Eu faço apenas o que está a meu alcance. - ela respondeu para Dita, enquanto guiava a eufórica Alessa pelas escadas. Era estranho como a mulher tida como líder dos Darkness parecia tanto com uma criança de vez em quando, mas Kit acabara se acostumando. Ela deu uma suave risada com o comentário sobre o pagamento.


Bem, ela recebia pelo trabalho, e muito bem a bem dizer... mas definitivamente não fazia o que fazia por dinheiro.
Sua família tinha uma condição estável o suficiente para possuir uma filha trabalhando como empregada de mafiosos. Boa parte dos próprios Darknesse questionavam-se o que aquela menina tão bonitinha e amável fazia lá dentro. Se havia uma resposta certa, talvez apenas Beyond e o resto do ciclo interno da família a sabiam.


Katherine suspirou ao ver Alessa apagar após o efeito da droga. Ela delicadamente puxou os lençóis para cobrir a garota e deixou as janelas entreabertas para entrar um pouco de ar fresco, já que era uma noite quente. Quando preparou-se para guardar os apetrechos que usara, a voz de Beyond chegou a suas orelhas sensíveis e ela sobressaltou-se momentaneamente, logo voltando-se para ele.
Era um fato que os AUGs de Kit eram muito evoluídos, ela conseguia ouvir sons a quilômetros de distância e facilmente detectar sua direção. Isso tornava-a apta para missões de perseguição ou resgate, e por não haver um sistema que manipulasse mecanicamente esse sentido, a garota precisava filtrar os sons por si mesma.



- Você ainda encontra esse tipo de coisa por ai? É sério?  - ela questionou, boquiaberta. A maioria dos exércitos usavam tecnologia moderna, mercenários por sua vez também o faziam, muito embora fosse uma mais desatualizada. - Mas para modificar uma arma para fazer esse tipo de coisa... eles não devem ser pessoas comuns, certo, Mestre?


Kit caminhou até ele, passando antes no armário embutido na parede, onde guardara os itens necessários para aplicar a heroína em Alessa. Então saiu pela porta do quarto, fechando-a atrás de si e seguindo Beyond até sua ala particular.


- De forma alguma... estou logo atrás de você. - ainda que fosse meio óbvio o quão bem Beyond andava sozinho, ela postou-se abaixo dele para passar seu braço pelo ombro dela. Era surpreendente o quanto Red Angel conseguia ser resistente, independente do corpo de máquina que possuía. Ainda assim, deixar uma pessoa ferida andar pelos corredores de uma mansão sozinha? Isso parecia-lhe absolutamente absurdo.



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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Beyond Darkness em Qua Jan 24, 2018 2:42 pm

Após deixarem o segundo andar da Darkness Manor, onde a sala da chefe Alessa Darkness provavelmente estaria propositalmente fechada por algumas boas horas, Bernardo e Katherine dirigiram-se até a cozinha completamente luxuosa do lugar. O mercenário guarda-costas acompanhava-a logo um passo atrás, aparentemente satisfeito por Kit ter sido seu gongo ao salvá-lo de permanecer no andar superior, ele provavelmente adquiriria certos traumas se ouvisse o que a este momento já deveria estar acontecendo no escritório principal.
Ansioso pelo café prometido pela maid, ele coçou o rosto e abriu-lhe um sorrisinho.


- Eu realmente adoro aquele café.
- ele ia acrescentando quando alcançaram o cômodo.

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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Katherine Black em Qua Jan 24, 2018 7:23 pm

- Eu posso fazê-lo, sim! - ela respondia a Bernardo enquanto adentravam a cozinha, ocasionalmente olhando por cima do ombro para a direção em que haviam vindo. Havia uma certa preocupação em seu olhar, mas logo a garota bateu suavemente as palmas das mãos contra o rosto para despertar. - Mestra Alessa é tão cheia de extremos, quando não está querendo matar alguém...


Ela deixou a frase no ar, obviamente não querendo entrar na segunda opção, e dirigiu-se até a bancada. Em um mundo onde a maioria das coisas eram feitas usando máquinas ou robôs, não era de se admirar que Bernardo gostasse tanto do café que Kit fazia. Isso porquê ela preparava-o manualmente.
Era visível o quanto de dedicação que ela punha até mesmo para fazer uma xícara de café.


Enquanto Katherine separava o pó em um coador e colocava a água para ferver, ela apoiou-se no balcão e piscou seus olhos grandes e de um tom claro praticamente indefinível para o mercenário. Um suave riso escapou de sua boca.


- Você parece realmente aliviado.



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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Beyond Darkness em Sab Jan 27, 2018 12:24 am

- Eu nem tenho certeza se ela não está mesmo querendo matar ninguém... - ele deixou aquilo no ar, mas o gesto que fez foi espelhado ao de Kit, coçando o olho bom para ver se conseguia espantar a imagem que insistia em penetrar seu cérebro. Ele realmente não queria livrar-se de um cadáver sujo de outras coisas além de sangue...

Bernardo observou o jeito que ela preparava o café, sentando-se perto dela, nas cadeiras de frente para o balcão principal.

- Poucas pessoas hoje em dia usam tanto as mãos como você, pequena.- ele comentou, antes de desviar o olhar graças ao riso dela.- Oh, é claro que eu estou, você não está? Quão sortudos nós somos por essa mansão ter paredes grossas?- ele acabou rindo também, voltando o olhar para a maid.- Hey, jou-chan, não é querendo ser chato, mas eu não acho que a Alessa é uma boa líder. Na verdade, ela nem parece líder aqui dentro, é como se fosse só... bem, é como se todos nós fôssemos babás dela.

Ele suspirou, uma gotinha lhe escorrendo a testa.

- Você seria uma boa líder.- ele disse num tom de quem não quer nada, fingindo olhar as unhas.


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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Katherine Black em Seg Jan 29, 2018 11:36 am

- É realmente um pouco difícil de prever.


Ela abriu um sorriso absolutamente sem graça seus antebraços apoiando-se no balcão. Se era problemático para Bernardo livrar-se do futuro cadáver (considerando que houvesse um), imagine só limpar a sujeira do aposento...


- Eu acho que as máquinas tornam as coisas menos... - ela estalou os dedos da mão direita, como se isso ajudasse a encontrar a palavra que queria. - Menos... especiais? Não é bem isso, mas acho que você consegue entender. Normalmente eu evito usá-las mas tem situações em que são realmente necessárias.


Uma das mãos subiu em direção a nuca para esfregá-la, um rubor bem suave começando a subir pelas suas maçãs do rosto. - Bem, na verdade... as paredes não são suficientemente grossas para mim.


Aproveitando-se que a água havia entrado em ebulição, ela rapidamente virou-se para o fogão, como se isso lhe desse tempo até a vermelhidão de seu rosto ir embora. Katherine passou a derramar o líquido fumegante no coador, muito lentamente e com movimentos circulares, o cheiro de café fresco subindo automaticamente enquanto o fazia.


- A Mestra tem algumas coisas a ser favor... ela apenas... não teve outra escolha. - ela ouvira algumas coisas quando chegara naquela mansão. Katherine Black deveria ser uma das pessoas que mais sabia sobre muito do que acontecia lá dentro - muito embora ainda não soubesse de tudo. Com o comentário seguinte de Bernardo, porém, sua expressão desanuviou-se um pouco. - Oh, você acha?


Um suave riso deixou seus lábios.


- Eu não sei... líderes mafiosos tem que tomar muitas decisões contrárias ao que eu acredito.



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Re: Interior da Mansão

Mensagem por Beyond Darkness em Qui Fev 08, 2018 5:11 am

- Máquinas são pra preguiçosos. Você tem toda a razão, Kit. Embora...suas orelhinhas de gato te tornem especial pra caramba. - ele iria sorrir, mas aí uma gotinha escorreu por sua testa diante da próxima afirmação dela.- Er... ser especial tem suas consequências, né...que horror...

Bernardo susssurrou a última parte para si mesmo, fazendo um biquinho, que logo sumiu quando ele sentiu o cheiro do café. Seu olho verde brilhou na direção do coador, enquanto ele a ouvia falar.

- Nah, sei não... às vezes eu sinto pena, parece que ela não é bem vinda na própria casa... nem em canto nenhum. Qual a história da mestra Alessa, huh? Ela sempre foi surtada assim?- ele imediatamente olhou por cima dos ombros, verificando se não havia ninguem para castrar-lhe caso tivesse ouvido do que ele chamara Alessa. Voltando-se à Kit em seguida, ele suspirou. Bernardo também ouvira muitas coisas e talvez por estar na Darkness há um pouco mais de tempo que Kit, tenha conseguido tempo para juntar alguns pontos. - Bom, eu sei que ela não veio parar aqui sozinha. Foi aquele creepy, o senhor Beyond... né por nada não, admiro o cara, mas ele me dá arrepios. Eu soube que ele sequestrou Mestra Alessa da própria família quando ela ainda nem sabia falar direito. E o mais bizarro: durante o ABC de escola dela! Tem a história que...- ele parou a meio caminho, dando um sorrisinho sem jeito, parecendo perceber algo.- Bah, não vou te encher de lendas se você não quiser. Onde estão meus modos?

Após repreender a si mesmo pela tagarelice, ele respirou o cheirinho de café uma vez mais antes de dizer.

- Sim, eu acho! Pode até ser, mas dá pra ganhar dinheiro e empregar gente sem precisar... er... criar bonecas sexuais com criancinhas. Às vezes eu acho que os Darkness ganham dinheiro em cima porque fazem o que ninguém mais quer fazer.


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